Acre quer dia de boicote às compras na Bolívia
- Seg, 14 de Maio de 2012
- Ana Paula Batalha, Do Site Agazeta.net
Acreanos estão organizando um dia de boicote às compras na Bolívia em protesto ao conflito entre bolivianos e brasileiros que residem ilegalmente no território boliviano. Diariamente centenas de acrianos seguem rumo a Cobija, capital de Pando, para efetuarem compras na ilusão de adquirirem produtos mais baratos.
A iniciativa para o protesto partiu do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre (OAB/AC), Florindo Poersch, pelo Facebook. Florindo foi apoiado por centenas de seguidores.
“É em retaliação ao tratamento desumano e a humilhação que a Bolívia está submetendo os brasileiros que lá residem a décadas, expulsando os brasileiros sem qualquer direito a indenização”, disse Florindo.
Mês passado, grupos brasileiros foram expulsos da Bolívia. Casas chegaram a ser queimadas, gados mortos e plantações destruídas. A área onde ocorreu o conflito é de mais ou menos mil quilômetros, segundo levantamento da Prefeitura de Capixaba, por meio do Google Earth.
Ela começa na região de Santa Rosa, próximo à cidade de Riberalta e se estende à Cobija, a capital do departamento de Pando, já na fronteira com a cidades brasileiras de Epitaciolândia e Brasiléia, a 240 quilômetros de Rio Branco.
O governador Tião Viana acionou as autoridades competentes para fazer segurança aos brasileiros, o que culminou com o deslocamento de tropas do Exército.
O problema de brasileiros em terras bolivianas foi detectado há cerca de quatro anos. De acordo com a lei da Bolívia e de muitos outros países, estrangeiros não podem possuir terras na faixa de 50 quilômetros da fronteira. Fora dessa faixa é permitida aquisição por estrangeiros desde que tenham residência permanente no país. Há um esforço dos governos brasileiro e boliviano para retirar, de forma pacífica, os produtores rurais brasileiros que vivem na região.
GOVERNO BOLIVIANO ALEGA QUE SITUAÇÃO ESTEJA SOB CONTROLE
O governo boliviano informou a Agência Brasil, semana passada, que a situação está sob controle e afirmou que investiga de quem partiu a ordem para atacar os brasileiros. Segundo as autoridades, a ordem para os militares não foi dada pelo gabinete do presidente da Bolívia, Evo Morales.
No último dia 30, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse que o assunto virou prioridade para o governo da Bolívia e que as autoridades bolivianas se comprometeram a investigar o assunto.
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