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Gestores e pesquisadores criam plano de prevenção à seca

Pesquisas fundamentam ações integradas de órgãos públicos

As condições ambientais no Acre para 2017 ainda estão sendo estudadas. Para debater o assunto, a Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais realizou a reunião na manhã desta quinta-feira (18) com órgãos e instituições que atuam na área.

A ideia é criar um plano para prevenir a vulnerabilidade da seca em 2017. Para isso, serão analisados o nível do Rio Acre, o desmatamento, as queimadas e outros desastres naturais para elaborar um enfrentamento conforme o que será apurado diante das pesquisas.

Meteorologistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), bem como pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), participaram desse encontro.

Com base nos dados colhidos ao longo dos anos, eles podem ajudar a combater possíveis problemas. “Começar a tentar ajustar o que temos de informação com o que a ciência pode ajudar para as tomadas de decisões. O objetivo é tentar minimizar o impacto, melhorar a resiliência, entender melhor os riscos”, explicou a pesquisadora do Cemaden, Liana Anderson.

No início do ano, conforme a Defesa Civil informou, a chance de inundação em Rio Branco era de 73% até abril, o que não se concretizou. Toda essa análise foi feita com base em estudos.

Mas, na avaliação dos especialistas, é difícil saber o que pode acontecer de forma precisa, já que os fenômenos naturais estão mudando a cada ano. Nessa semana, o Rio Acre, por exemplo, está abaixo de 5 metros.

Até o momento, neste mês de maio, caíram apenas 40% do volume de chuva previsto para o período. Conforme os órgãos ambientais com retrospecto dos últimos anos, a maior cheia em 2015 e maior seca em 2016, o cenário para 2017 é preocupante.

“O certo é que nós estamos preocupados: acendeu um sinal vermelho com os eventos que nós tivemos em 2005, 2010 e nos últimos dois anos nós tivemos a pior seca, quando Rio Acre chegou a 1,30 metros, e a enchente mais pronunciada que o Rio Acre já viu. Nós temos que nos preparar para enfrentar esse período de seca”, disse o presidente Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais, Edegard de Deus.

Precaução

Desde o ano passado, a Estação de Tratamento de Água (ETA 2), que abastece 60% da população de Rio Branco, trabalha com bombas flutuantes. Na visão do Departamento de Saneamento, essa é a melhor maneira para captar a água, seja em períodos de cheia ou de estiagem.

“Essa forma tem demonstrado muita eficiência. Nós temos a facilidade de manejar com os equipamentos mais paro meio do rio ou mais para fora, e a resposta da eficiência de captação é satisfatória”, analisou o superintendente do Depasa Rio Branco, Miguel Félix.

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