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Ministério Público entra no debate sobre suicídio

Problema virou questão de saúde pública

O Ministério Público do Estado promoveu nesta quarta-feira (13) seminário para discutir sobre formas de enfrentamento ao suicídio. O encontro reuniu especialistas em saúde mental.

Segundo pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp), ao longo da vida, de cada 100 pessoas, 17 relatam pensamentos suicidas, 5 chegaram a planejar o ato, 3 fazem uma tentativa concreta e 1 acaba sendo atendida em um pronto-socorro após a tentativa. Outro dado preocupante é que o Brasil é o 8º em número absoluto de suicídios.

Para discutir esse problema e o enfrentamento a ele, o Ministério Público do Acre promove o I Seminário de Saúde Mental com o tema: um olhar personalizado e humanizado para a depressão e suicídio.

"Tem muitas pessoas que estão vindo a esse evento e eu já encontrei hoje e que me disseram: doutora eu vir aqui por que eu já peguei essa maldita, a depressão. Então isso é para a população em geral, os profissionais em saúde. O objetivo é encontrar soluções para enfrentar essa problemática, os altos índices de suicídio. Aqui no estado temos o índice de 3 a 5 tentativas por semana", explicou a procuradora de justiça e coordenadora do Centro operacional de defesa da saúde, Gilceli Evangista.

A primeira palestra do evento foi ministrada pela psicopedagoga Cassiana Tardivo. Ela destacou que o suicídio ou a tentativa cada vez mais atinge a população jovem e deu conselhos de como a família, principalmente os pais podem prevenir esse mal.

"Crianças e adolescentes precisam se sentir pertencentes onde elas estão. Então nós somos os adultos dessa relação, precisamos envolver essas crianças com afeto e com uma escuta ativa. Os nossos ouvidos, o nosso coração precisa estar aberto para escutar essas crianças. A questão é que hoje nesse mundo globalizado nós estamos envolvidos com tantas coisas, estudo, trabalho, correria, que muitas vezes essa escuta dentro do lar, da escola e nas outras esferas de atendimentos a ela, é uma escuta empobrecida e deficitária", alerta.

O seminário acontece no auditório do Ministério Público. É aberto ao público em geral e termina nesta quinta-feira (14).

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