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No Sesc, envelhecer é sinônimo de ter saúde

Promoção da boa qualidade de vida não tem idade

O Sesc tem um trabalho amplo com quase 700 idosos, com objetivo de mostrar outras formas de viver com saúde, a melhor idade. Nesse grupo, muitas pessoas garantem que através dos projetos, venceram até mesmo a depressão.
Um dia a melhor idade chega e o que fazer com o tempo livre e o corpo que teima em querer andar cada vez mais devagar? Para esses idosos, o melhor lugar é o Sesc. Eles fazem propaganda gratuita do local, por que realmente, as atividades oferecidas no espaço, estão fazendo a diferença.

Madalena Oliveira, por exemplo, frequenta o grupo de idosos do Sesc há 25 anos. Para ela, é como se fosse uma segunda casa, uma outra família. Hoje encontramos Madalena na aula de crochê, mas ela também faz hidroginástica e pilates.
Não perde nenhuma aula, e quando não pode ir, alega que sente falta. "Eu gosto! No dia que eu não venho, pra mim tá faltando tudo. Eu acordo 5 horas, tomo banho, me arrumo e venho. É muito bom! Deixo comida pro meu filho e almoço aqui. Me sinto muito bem, graças a Deus", afirma.

Também é no grupo de idosos que Madalena vem encontrando forças pra superar a morte do marido. Ele era o companheiro de atividades. Faleceu no mês de maio deste ano. "Perdi minha mãe também há um ano e fiquei numa depressão louca. Aqui foi que eu levantei o astral. Eles são compreensivos, não me abandonaram. Tem horas que eu tô lá em baixo e aqui levanto o astral, graças a Deus", disse.

Na turma de artesanato quem se destaca é seu Marcos Souza. Ele é o mais novo aluno de crochê e afirma que preconceito é coisa do passado. Marcos gosta muito de conversar e de cantar também. Na luta contra a depressão, o crochê tem sido um aliado. "Pra mim tô muito bem. Saindo de um período de depressão e Deus me deu um cabedal de conhecimento e espero que o Sesc seja referência no Acre", disse.

O grupo social de idosos do Sesc atende hoje, 680 pessoas, com inúmeras atividades, além das atividades físicas tão conhecidas, são promovidas festas, passeios e oficinas de artesanato. Todas as ações tem foco em promover a socialização, elevando alto estima e resgatando principalmente o idoso do isolamento social.

"Muitas vezes são pessoas que se aposentaram, são muito ativos ainda e não estavam preparados pra esse momento e procuram o Sesc em busca de nova adaptação. E quando se encontram nessa ação, começam a ver que podem e que tem muito a contribuir pra nossa sociedade", explica a corrdenadora do grupo social de idosos, Marizete Melo.

Junicéia Lima, a animada professora de crochê explica os benefícios da arte de bordar, de criar.

"É porque você não fica ocioso e se diverte, ocupa a mente. Não vem problema nenhum por que fica contando os pontos, e aí não tem como. Ou faz uma coisa ou outra", explica.

A aluna Maura Silva superou as dificuldades e já criou várias peças. Entre elas um sousplat, elemento que apoia pratos, que apresenta com orgulho aos visitantes. Era uma das alunas com maior dificuldade na turma. "A professora é muito insistente, muito boa, acho que foi isso. Mandou desmanchar e fazer de novo e foi indo e estou bem. Pra mim é ótimo. Não paro em casa, fico aqui", explica.

Todos os meses o resultado do trabalho das oficinas de artesanato são apresentados em exposições. O dinheiro arrecadado fica com os idosos do grupo como forma de complementar a aposentadoria que na maioria dos casos, não passa de dois salários mínimos. Quem quiser conferir vem aqui para o Sesc Bosque, no dia 26, na Quinta-feira, da próxima semana, que tem nova exposição.

Pra participar do grupo social de idosos do Sesc basta ter no mínimo 60 anos, apresentar CPF, RG, Comprovante de endereço atualizado e participar do encontro de convivência, promovido duas vezes por mês. São nesses encontros que o Sesc conhece o perfil de cada idoso e pode através de algumas informações apoiar e trabalhar para atender as necessidades específicas de cada um deles.

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