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Hemoacre explica caso de criança contaminada por vírus HIV

Ela recebeu transfusão com sangue contaminado

Governo do estado admite que Hemoacre enviou sangue contaminado com vírus HIV para transfusão de criança e declara que pessoas que fazem esse tipo de procedimento não estão imunes a contaminação, porque não existe sangue doado 100% seguro.
A fala da gerente do Hemoacre mostra a preocupação que deve recair em quem precisa de sangue nos hospitais.

Chamada de janela imunológica a desculpa da secretaria aponta que se uma pessoa foi contaminada até sete dias, antes do exame, a análise não acusa se tem vírus da AIDS. Uma informação até então desconhecida para as pessoas que recebem sangue todos os dias nos hospitais.

Essa desculpa surgiu depois da repercussão de um processo que corre na 1ª Vara da Fazenda Pública, na qual cobra do Estado indenização e pensão vitalícia para uma criança contaminada com HIV depois de uma transfusão de sangue.

Sofrendo com leucemia, a menina, de apenas 4 anos, precisou receber sangue, mas a bolsa envida pelo Hemoacre continha sangue de um doador com Aids.

O caso só foi descoberto porque o doador fez um teste para HIV em um posto de saúde. Quando saiu o resultado positivo, a servidora descobriu que ele era doador, procurou o Hemoacre e apresentou o caso. Quando rastrearam para saber quem recebeu o sangue se chegou á criança, que agora precisa fazer tratamento médico e tomar medicamento pelo resto da vida.

O secretário de saúde, Gemil Júnior, garantiu que todo o apoio está sendo dado á família. “Estamos com acompanhamento completo e vamos no dedicar a ajudar essa criança”, informou.

A gerente do Hemoacre, Elba de Oliveira, tentou explicar que o doador fez dois exames quando fez a doação e o resultado foi negativo para HIV.

Segundo a gerente a única forma de evitar esse espaço de 7 dias é o doador ser honesto na entrevista que é feita antes da doação, onde deve informar se fez sexo sem preservativo ou com pessoas diferentes no último ano. “Quando está nessa situação, o doador é descartado, se mentir, o sangue contaminado pode chegar a um paciente”, explicou.

A gerência do Hemoacre, disse que a pessoa com o sangue contaminado já doava sangue há dois anos, mas, apenas a criança foi contaminada.

A família da vítima ingressou ação na Justiça pedindo pensão vitalícia e mais de R$ 800 mil de indenização por danos morais.

O doador também pode responder criminalmente, e com um agravante de ser uma criança a vítima, a pena pode chegar até 8 anos de prisão.

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