19 Abril 2017 Written by 

Há uma máxima que dita: quando um político profissional ataca de ombudsman, querendo dizer o que deve ou não ser escrito, tem-se um atentado ao interesse público.

PMDB emagrece

Deputados federais e estaduais do PMDB se preparam para deixar o partido até março de 2018. 16 deputados federais estão com a mão na maçaneta. As reformas impopulares e o projeto único de concluir o mandato de Michel Temer são os motivos alegados para a saída.

PDT engorda

A preferência de 10 entre 10 dissidentes do PMDB é o PDT. A maioria deles assume inclusive que já iniciou as conversas com os trabalhistas.

Mudança

A senadora Kátia Abreu do Tocantins abriu a porta de saída do PMDB e está de malas prontas para o PDT. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já virou frequentador assíduo da casa da senadora. Agora, Luiz Tchê tem motivos para comemorar!

Seguindo

A expectativa é que outros senadores sigam o caminho de Kátia: Roberto Requião (que há muito não tem mais qualquer identificação com o PMDB) e Renan Calheiros, cuja troca de farpas com o presidente Michel Temer vem se dando de maneira pública.

100 anos...

Líder do prefeito na Câmara viajou para São Paulo para participar de um seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa. O vereador aproveitou para fazer um intensivo de russo e voltou falando uma palavra em russo: Pravda. O jornal.

... com ônus

Já o presidente da Câmara de Vereadores passou cinco dias na terra natal dele, Manaus, onde, aliás, reside a família dele. Manoel Marcos (PRB) viajou com R$ 6 mil de diárias. Mas, foi fazer um curso para prefeitos e vereadores, viu, leitor?

Pingos...

Líder do prefeito na Câmara de Vereadores, Eduardo Farias (PCdoB), reagiu com o atual costume dos partidos “de esquerda”: tentando se vitimizar. Disse que a “imprensa golpista” tem “criminalizado a política” ao fazer denúncias.

... nos is

Eduardo Farias se esquece de dizer que a viagem que fez para debater (leia-se: celebrar) o centenário da Revolução Russa foi paga com o dinheiro do contribuinte rio-branquense que pouco tem a ver com o que aconteceu no distante outubro de 1917. Não se trata de “criminalizar a política”, mas de apontar as falhas que existem na condução dela. Quando, por exemplo, um parlamentar mistura interesses de ordem privada (ou partidária) com o interesse público, aí se tem um real interesse jornalístico.

Ombudsman

Há uma máxima (já relatada neste espaço) que dita: toda vez que um politico profissional ataca de ombudsman, querendo dizer o que deve ou não ser escrito; o que é bom ou ruim para a qualidade do trabalho jornalístico, tem-se um atentado ao interesse público.

O vermelho

O vereador comunista, já em um tom acima do habitual, tentou se salvar com o argumento de que “sempre empunhou a foice e o martelo”, querendo sugerir alguma coerência entre a viagem que fez e a sua história de vida. Excelente. Manter a coerência é sempre bom. Sobretudo quando não é custeada com o bolso do povo.

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