12 Janeiro 2018 Written by 

Lambert expôs que, para o Governo do Acre, o esforço político é para que a Agência Nacional de Águas e o ONS intervenham mais. O que ela quer é a garantia de que, caso seja necessário, as usinas tomem medidas que evitem o isolamento.

Responsabilidade

A incompetência é muito articulada. Ela se espalha pela administração pública com rapidez, ramifica-se e se enraíza. Essa vulnerabilidade a que o Acre passou a ter com a possibilidade do isolamento a cada edição do El Niño é impressionante.

Usinas

Há aspectos pontuais que precisam de respostas urgentes. O problema tem data marcada de início. Até o mais entusiasta defensor dos projetos das usinas é capaz de reconhecer que a ameaça de isolamento do Acre pela cheia do Rio Madeira começou após a construção das usinas hidrelétricas em Rondônia. No nível que foi em 2014 (e que ameaça se renovar agora) nunca houve registro.

Erro

É evidente que houve erro em alguma etapa da execução dos projetos. Lembrando uma fala do senador Jorge Viana na tribuna do parlamento, “alguém errou e errou feio”.

Bancada

Por falar em incompetência, a bancada federal do Acre demonstra incapacidade de se articular politicamente para que se aponte uma solução. O máximo que se faz é visitar canteiros de obras em projetos do Governo Federal. Uma postura parlamentar que pouca ou nenhuma efetividade tem.

Nazareth

O Governo do Acre fica refém disso tudo. Sem governabilidade sobre as obras, sem verba, com recursos poucos para gerenciar a própria máquina pública, o Palácio Rio Branco vai se mexendo como pode. Na manhã desta sexta-feira, a governadora em exercício, Nazareth Lambert, se reuniu com o presidente da Agência Nacional de Águas.

Nazareth II

A conversa teve momentos de alguma tensão. Lambert quer maior rigor na fiscalização às usinas de Santo Antônio e Jirau. Para o Palácio Rio Branco, a impressão é a seguinte: entre deixar isolados um punhado de acrianos e manter as usinas operando da forma que estão para garantir o insumo ao Operador nacional do Sistema, os diretores das usinas parece não ter dúvidas.

Coletiva

Na coletiva de imprensa concedida à imprensa no fim da tarde desta sexta-feira, Lambert expôs que, para o Governo do Acre, o esforço político é para que a Agência Nacional de Águas e o Operador Nacional do Sistema intervenham mais, fiscalizem mais. O que ela quer é a garantia de que, caso seja necessário, as usinas tomem medidas que impeçam o isolamento.

Sala de Situação

Foi dito que será montada uma Sala de Situação vinculada diretamente ao Gabinete da Presidência da República. Isso, por si, já sugere uma declaração de erro na execução dos projetos das usinas. A conferir.

MPF

Sobre esses problemas todos uma perguntinha básica: onde está o MPF?

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