13 Março 2018 Written by 

Analisando a figura do “líder Gladson Cameli”, pouco importa qual seja o nome do vice. Pode até ser o “Nego Báu”. Não importa. A condução foi equivocada. Na quinta-feira (15), às 16 horas, no Hotel Pinheiro, encerra-se longo e desgastante processo.

Gladson x Gladson

Na quinta-feira (15), às 16 horas, no Hotel Pinheiro, o pré-candidato ao Governo do Acre pela coligação liderada pelo PP, Gladson Cameli, anuncia o nome de quem lhe acompanha na chapa majoritária na condição de vice. É o término de um longo e desgastante processo.

Gladson x Gladson II

O desgaste tem vários fatores. Muitos deles ligados ao próprio Gladson. A tentativa de “terceirizar” a definição do nome se ampara na retórica da boa intenção; de um suposto perfil democrático do jovem senador; de uma descentralização das decisões “diferente do que ocorre com o PT e com a FPA”.

Gladson x Gladson III

Houve um erro primário na condução. E, mais uma vez, guarda relação direta com a figura de Gladson. O erro foi deixar cristalizar a imagem de que não é ele, Gladson, quem conduz o processo. A central de boataria de hoje (13) diz que o pré-candidato a vice será Ulysses. Até ontem era Rocha; depois de ter sido Mara Rocha; Alan Rick; Valmir Ribeiro e Eduardo Veloso.

Gladson x Gladson IV

E que não venham responsabilizar a imprensa local pelo festival de especulações. O erro foi de quem tem as rédeas do jogo na oposição.

Gladson x Gladson V

Analisando a figura do “líder Gladson Cameli”, pouco importa qual seja o nome do vice. Pode até ser o “Nego Báu”. Não importa. A condução foi equivocada. O episódio “escolha do vice” deveria servir de exemplo a Gladson de agora até outubro: a simpatia que lhe é tão peculiar, a facilidade com que fala com as pessoas sem arrogância, não exclui a necessidade de ter que ser incisivo nos bastidores com as lideranças políticas que lhe prometem lealdade uma vez eleito.

Gladson x Gladson VI

O vice é uma figura pseudo-figurativa. Nas últimas administrações Brasil afora, tem sido uma figura com boa capacidade de gerenciamento e com trânsito não apenas entre partidos, mas entre áreas diferentes da gestão. Só tem um problema: a escolha dele é preciso ser criteriosa para não tirar votos.

Gladson x Gladson VII

Gladson traz um problema para a Frente Popular do Acre. É um problema que disfarça uma fragilidade do jovem senador. Primeiro é importante lembrar que Gladson Cameli, quando era deputado federal, já pertenceu à Frente Popular. À época, não foi tratado com o respeito que achava merecedor. Rompeu com o grupo. A FPA não tem como atacar Gladson tendo como critério a valor “honestidade”. Não há como atacar Gladson chamando-o de “ladrão”, “corrupto” etc. etc. Por um motivo simples: ele nunca administrou nada. Não tem experiência no Executivo.

José Maria Eymael

Ele está novamente no Acre. José Maria Eymael já faz parte do folclore das eleições presidenciais. Enquanto estiver vivo, será candidato a presidente. A agenda pública no Acre está marcada para às 5 horas da tarde desta quinta-feira (15). Na pauta, filiações, apresentação dos pré-candidatos à campanha de 2018 e, claro, a agenda dele como pré-candidato à Presidência da República.

Veto

Não houve novidade alguma em relação à derrubada do veto do governador Tião Viana no que diz respeito às três matérias apreciadas: transformar o Pró-Saúde em autarquia; formulação de políticas permanentes de ações preventivas de atos de violência contra educadores e o veto do PLC do deputado Ghelen Diniz (PP) que trata da realização de concursos públicos em todos os municípios, incluindo nos isolados.

Veto II

O governo já havia calculado tudo isso. Agora, a Aleac/parlamentares que se preparem para entender com a Justiça.

Correção

A derrubada dos três vetos não foi novidade no parlamento. Apesar de terem noticiado o contrário durante todo o dia. A primeira derrubada de veto ocorreu na Legislatura passada. O projeto era de autoria do então deputado Edivaldo Souza: tratava-se da Lei do Troco. Foi vetado pelo Governo. O veto também foi derrubado em plenário. Quando o veto é derrubado quem assina e promulga a Lei é a presidência da casa. Na ocasião, o então presidente Elson Santiago nunca assinou, obediente que era à Casa Rosada.

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