10 Abril 2018 Written by 

Não se sabe bem por qual motivo, mas o PSB preferiu uma discrição... estratégica... para o anúncio do nome do empresário João Albuquerque como suplente de Ney Amorim. Quem tentou buscar informações a respeito encontrou respostas evasivas.

Discrição

Não se sabe bem por qual motivo, mas o PSB preferiu uma discrição... estratégica... para o anúncio do nome do empresário João Albuquerque como suplente de Ney Amorim. Quem tentou, de alguma forma, buscar informações a respeito encontrou respostas evasivas. O máximo que se conseguiu foi “pelo visto não vai ser hoje”, referindo-se ao anúncio.

Fieac

Pois, foi. O anúncio foi feito. Simbolicamente, não poderia ter sido em local mais adequado: a sede da Federação das Indústrias do Acre. A suplência não foi de João Albuquerque, estritamente. A suplência é de uma categoria.

Claro

Parece que a forma como a notícia foi veiculada não agradou. Aliás, o Acre, há algum tempo, tem dificuldade em ler notícias que não tenham cunho elogioso. Tempos estranhos.

Qual o cálculo?

Que o setor produtivo/comercial/industrial queira ter representatividade qualificada nos diversos parlamentos é legítimo. Nada melhor do que se aproximar de uma liderança popular como Ney Amorim, jovem e com grande possibilidade de se eleger. Do ponto de vista eleitoral/voto, difícil é entender o caminho inverso.

Outro

Quem vai buscar o vice também do setor produtivo é Ulysses.

Estratégico

Há um foco estratégico em candidatos que querem “se aproximar de lideranças do setor produtivo”.

Sábio

O deputado Ney Amorim (PT) aproveitou a decisão da chefe da Casa Civil, Márcia Regina, que preferiu permanecer no governo, para escolher o suplente do seu agrado. Márcia era uma imposição do governador Tião Viana (PT). No fim das contas a decisão de Márcia Regina, que não somava nada, deu um novo impulso à candidatura de Ney senador.

Poeira

A escolha do empresário João Albuquerque para compor a chapa Ney Amorim senador movimentou o cenário político local. Na análise geral, foi a melhor decisão e qualifica a candidatura.

Coisa de coronel

Na audiência pública realizada em Xapuri, para debater se a castanha pode ou não ser exportada in natura, o coronel Ulysses, pretenso candidato ao Governo do Estado, roubou a cena. Apoplético, ele gritou um alto "Cala a Boca" para o primo de Chico Mendes, Raimundão Barros.

Outra

A decisão sobre a suplência do Ney azedou o que restava na relação dele com o governador. Tião está movendo céus e terras para impedir a vitória do Ney. A coisa já vinha ruim desde a apresentação do projeto do Pró-Saúde. Piorou muito mais com a votação e esculhambou de vez quando Ney peitou o governador e escolheu o suplente por conta própria.

Briga...

Segmentos do PT ainda insistem em sair com chapa própria para deputado. Esses ainda esperam mandar os comunistas se virarem. O PCdoB se agarra com unhas, dentes e foice. Esperar para ver.

... de foice

O deputado estadual Lourival Marques, líder do PT, é acusado por lideranças municipais de ser o responsável pela anulação de candidaturas locais. Afirmam esses, que Lourival "aparelhou" a Seaprof em todo o interior do estado e, na sequência, colocou empecilhos a cada nome de liderança local que se apresentou como possível candidato.

Questionável

Operação Cumprindo a Lei desencadeada por policiais militares e bombeiros evidencia as fragilidades dos dois lados e não apenas do governo como pretendem os militares. Essa fiscalização no Hospital das Clínicas comprova isso. Quer dizer que se o Governo do Estado tivesse cumprido os acordos com a PM, ninguém saberia das péssimas condições de segurança do maior hospital do Acre?

Questionável II

É por essas e outras que a população não se envolve nessa briga. Eles que se entendam. O duro é que as duas instituições acabam sem credibilidade.

"Setor produtivo"

O leitor já chamou atenção para um fato: o "setor produtivo" é a menina dos olhos. Com uma campanha mais curta e sem a possibilidade de participação de empresas no financiamento, os candidatos e presidentes de partido já buscam empresários para fazer parte dos quadros. São as vedetes do momento. 

Representatividade

Somado ao fato de que os empresários não se sentem representados nos parlamentos, junta a fome com a vontade de comer, em bom "acreanês".

TRE

O Tribunal Regional Eleitoral já foi mais atuante no que se refere à presença nas ruas com a campanha pelo "Voto Ético". A Escola Judiciária Eleitoral se esforça para trabalhar essa ideia, mas não é fácil. Os custos são altos para estar em várias escolas e debater com os alunos a importância de não vender voto. Havia a expectativa de que a escola assinasse um convênio com o Governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Educação. Mas, até agora, nada foi assinado.

Quanto custou?

A pergunta é de um dos maiores jornalistas em atividade no país, Ricardo Noblat. Mas, está na boca de muitos brasileiros. "Quanto custou a revoada de governadores do Norte e Nordeste, hoje, à Curitiba? Para visitar um preso ilustre, mas um preso? Quem pagou? Claro que fomos nós".

Quem pagou?

Por mais que cada um dos governadores balancem os comprovantes de que "pagaram do próprio bolso" a viagem, o cidadão sempre vai desconfiar e pensar: "Sim, mas e o salário de governador é mantido por quem? Quem custeia?" De uma forma ou outra, a fonte é a mesma: o bolso do cidadão. 

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