14 Abril 2018 Written by 

O senador Jorge Viana sentiu na pele e na vergonha o peso do constrangimento de pertencer a uma classe desgastada junto à população. Ele sabe das causas, já falou sobre o assunto até na tribuna do Senado.

Inconveniente

O ex-comunista mas amigo dos generais, Aldo Rebelo, saiu do PSB, partido ao qual se filiou logo depois da posse de Temer por sugestão dos generais. Rebelo foi alertado sobre a perseguição que seria iniciada aos partidos de esquerda. Essa semana, entretanto, Aldo abandonou também o PSB.

Inconveniente II

Aldo Rebelo que tinha pretensões à Presidência do Brasil com o apoio dos militares viu seu sonho virar pesadelo com o lançamento do nome de Joaquim Barbosa em dobradinha com Marina Silva. PSB com REDE foi demais para o velho ex-comunista!

No limbo

Aldo, a exemplo de muitos comunistas, está no limbo. Não vai nem fica. Ou se submete à mudança dos tempos e permanece no PSB catando as migalhas, ou sai da política. Nem ele quer voltar para o PCdoB, nem o partido o aceita de volta. Apostou e se deu mal.

Submisso

Aldo preferiu a submissão. Vai se filiar ao Solidariedade do arqui inimigo dele dos tempos de PCdoB, Paulinho da Força. É que o Solidariedade que ia apoiar Alckmin presidente, ofereceu a Rebelo a chance de disputar a presidência pelo partido. Marcar presença partidária e garantir tempo de tevê para tentar eleger mais parlamentares. Só isso que o Solidariedade pretende.

Mesma coisa

O ódio que permeia os posts nas redes sociais não é típico apenas dos apoiadores de Bolsonaro, como tentam carimbar. Ele permeia os posts do pessoal da esquerda, tanto quanto. Triste de ver. Triste de constatar.

Ideologia...

Levantamento do site político Congresso em Foco mostra que 1 em cada 6 parlamentares trocou de partido nos últimos meses. O MDB de Michel Temer, Flaviano Melo e Vagner Sales foi o partido que mais encolheu. O partido perdeu 15 deputados federais e quatro senadores.

... zero

O DEM de Rodrigo Maia e Alan Rick, na outra ponta, foi o que mais cresceu, com 13 novos parlamentares. O Democratas totaliza, agora, 48 nomes no Congresso e vai investir pesado para aumentar ainda mais na eleição deste ano. O DEM vai investir R$ 1 milhão e meio na candidatura de seu ungido no Acre.

Salada russa

A profusão de candidatos à presidência está deixando os eleitores confusos. Muitos apostam que o número de votos brancos vai bater recorde na eleição deste ano. A esquerda vem de Lula da Silva (PT); Manuela D’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL). A direita vem com Jair Bolsonaro (PSL), Rodrigo Maia (DEM). O MDB ensaia lançar Michel Temer. E o PSDB, Geraldo Alckmin. O centrão aposta em Joaquim Barbosa (PSB), Aldo Rebelo (Solidariedade). E, como ninguém aposta na desistência dos eternos candidatos Levy Fidélis (PRTB) e Marina Silva (REDE), além do inconstante Ciro Gomes. Só falta mesmo o Tijolinho, seja por que partido for, para dar amplo espectro a essa eleição.

Marca

O deputado federal Léo de Brito (PT) marcou o mandato dele em âmbito nacional. Foi do deputado acriano a sugestão para que os parlamentares do PT adicionassem o nome Lula, aos seus nomes políticos. Léo agora é Léo de Brito Lula. O candidato do PT ao governo do Acre que adotou o sobrenome Viana, se fez de morto com relação à ideia.

Demais

Coitado do Marcus Alexandre (PT). Na eleição para a prefeitura da Capital teve que adicionar o Viana ao nome dele. Na eleição para governador, está sendo pressionado a adotar o Lula. Ele passou de Marcus Alexandre Médici Aguiar da Silva, para Marcus Alexandre Médici Aguiar Viana da Silva. E agora querem que passe a assinar Marcus Alexandre Médici Aguiar Viana da Silva Lula. Sejamos sinceros: é muito nome para uma campanha tão curta e de resultados tão imprevisíveis.

É sério!

A ideia força a inclusão do nome do ex-presidente Lula nos painéis da Câmara dos Deputados e do Senado. Apesar de a sugestão ter sido de um deputado acriano, nenhum parlamentar do estado o seguiu. Nem mesmo o senador Jorge Viana (PT). Na Assembleia Legislativa, o líder do PT disse que nenhum deputado vai adotar o Lula.

Reedição

Marcus Alexandre inicia hoje (14) uma jornada de pelos menos 40 dias pelo interior do Acre. O “pé na estrada” é uma reedição do que Jorge Viana fez no já distante 1999, quando houve até especulação de que o candidato petista havia sido “engolido pela onça”.

Alto Acre

O Vale do Alto Acre é a trincheira inicial. Depois, segue o trecho com especial atenção para os vales do Juruá e Iaco, duas “faixas da gaza” regionais para Frente Popular.

Retórica

Marcus Alexandre, ao sair da Prefeitura de Rio Branco para se candidatar ao Governo do Acre, quebra uma tradição da Frente Popular. A retórica de que candidato a cargo majoritário eleito pela coligação terminava o mandato virou pó. Quantas vezes o então governador Jorge Viana usava essa lógica de “compromisso com o eleitor” para criticar Flaviano Melo que havia deixado a prefeitura da capital para se candidatar à Câmara dos Deputados?! “Não usamos a política como profissão, mas como instrumento para defesa de causas”, era a retórica.

O tempo...

O tempo opera milagres... e na política, então...!

Mas...

Mas, o eleitor, descrente que está com tudo, nem se choca com isso. É uma filigrana.

Refrigerante

A cena de Jorge Viana e o presidente do Senado sendo abordados por dois cidadãos de forma ostensiva em um hotel de Dubai, criticados pelas votações que participaram, é preciso ser observada com cuidado.

Lógica

O que motiva a indignação dos dois senhores é uma conjunção de fatores. “Se vocês não roubassem o tanto que vocês roubam, o Brasil estaria melhor” é uma frase, escarrada na frente de um senador, que o país inteiro tem vontade de dizer. De forma gratuita? Não. Amparam essa postura dos dois senhores as corridinhas com mala de dinheiro; as fortunas deixadas em apartamento de dinheiro “lavado” de obras para com verba pública superfaturadas; os sítios e apartamentos pagos por empresas como propina; assaltos à Petrobras.

Povo

Alguns devem argumentar que os dois senhores não são "povo". Em um hotel em Dubai, dificilmente estaria um excluído social. Mas, o que deve ser observado é o conteúdo do que se apresentou para criticar os senadores (temas relacionados às votações no Congresso) e o cenário de crise de representatividade que se vive no país atualmente.

Jorge Viana

O senador Jorge Viana sabe que a popularidade e a credibilidade da classe a qual pertence é sofrível. Já disse isso até na tribuna do Senado. Ocorre que o episódio em um saguão de um hotel teve o senador acriano como um dos pivôs. Sentiu na pele e na vergonha o peso do constrangimento.

Arma

Essa postura de constranger autoridades públicas é moeda velha. Usada e abusada de um lado e de outro. A juventude petista e movimentos sociais vinculados às causas das minorias promovem o mesmo espetáculo.

Símbolo de fuga

Como o brasileiro tem o dom de rir da própria desgraça, a imagem que se constrói agora vinculada ao refrigerante. Viana, que de uns tempos pra cá, tem se esforçado para massificar a imagem de atleta, vai ter que justificar também o porquê de ter alegado ir “buscar refrigerante” na hora em que foi abordado pelo cidadão indignado.

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