11 Maio 2018 Written by 

A oposição jura ter uma pesquisa que mostra que Gladson Cameli (PP) ultrapassou Marcus Alexandre na Capital. Falam em algo em torno de 4 pontos percentuais.

Preferência...

Vereador do PT, da região do Juruá, voltou de viagem à Brasília decidido a votar em Sérgio Petecão (PSD). O vereador, que esteve nos gabinetes de Petecão e Jorge Viana (PT), almoçou com um e jantou com o outro. JV o levou a um restaurante fino, com serviço à francesa, e Petecão o levou para jantar um churrasquinho numa barraquinha.

... político- gastronômica

O vereador que se perdeu no meio do monte de talheres no almoço, meteu os dentes com força no churrasquinho.

Conquista

A simplicidade do senador Sérgio Petecão faz com que ele consiga votos a rodo entre a população mais simples. Quando provocados a dizer alguma coisa que o senador tenha feito que justifique o voto da reeleição, ninguém sabe apontar nada, mas quando perguntados do motivo que os levam a votar em Petecão, a resposta é a mesma: “Ele é um homem simples, que come o que a gente come e trata todo mundo bem. Então...”

Chega pra lá

Mas, nem todos andam muito satisfeitos com a campanha de Petecão. Normando Sales, por exemplo, deu um chega pra lá no senador. Normando avisou que Petecão não pode andar pra cima e pra baixo com Marivaldo Melo (ex-Basa). Que o senador tem que acompanhar também os outros candidatos a deputado federal, como o irmão dele, Nelson Sales (PP), por exemplo.

Boa chance

A cobrança de Normando Sales veio em boa hora. Nelson é, entre todos os deputados estaduais que concorrem a uma vaga de deputado federal, o que maior chance tem de se eleger. E, no cômputo geral, o nome dele sempre aparece como um dos prováveis eleitos.

Fora

Em compensação, o deputado César Messias (PSB) pode esquecer dos votos de Santa Rosa do Purus. A população daquele município deu a César o que não era de César e ele saiu do município como o mais votado. Ganhou os votos e esqueceu do povo. A informação que chega do Purus é que o parlamentar não está bem na fita por lá.

Messianismo

Campanha messiânica do candidato da FPA, Marcus Alexandre, lembra a primeira campanha de Jorge Viana, quando o jingle era: “Jorge já tá chegando”. Mas, os tempos são outros e essa pose de Madre Teresa de Calcutá evangélica, espalhando amor e abraços não está “dando liga”.

Equivocada

A oposição jura ter uma pesquisa que mostra que Gladson Cameli (PP) ultrapassou Marcus Alexandre na Capital. Falam em algo em torno de 4 pontos percentuais. Pouco. Mas, se for levado em conta que o reduto de Gladson é o Juruá, a coisa vai longe!

Motivação

Quando foi delegada a Marcus Alexandre a tarefa de disputar a eleição, os caciques do PT sabiam que essa é a pior eleição para eles. O povo está cansado das mesmas pessoas no poder, em primeiro, segundo e rabagésimo escalão. Querem mudança. Nem que seja só para tentar algo novo. Jogaram o Marcus para o sacrifício. Se der, muito bem. Se não der, os nomes reais saem protegidos.

Ciência

O governador Tião Viana sancionou a Lei Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. O Projeto de Lei tramitava na Aleac há um ano. Teve como relator o líder do Governo na Casa, Daniel Zen. A Lei não foi a ideal, mas foi a lei possível. Acaba sendo um referencial importante para regulamentar a participação do Estado do Acre em um tríade polêmica.

Junção polêmica

No início dos anos 80, o Brasil adotou a ideia muito em voga nos Estados Unidos de participação do capital privado nas universidades. Como lá nos E.U.A a maior parte das instituições de ensino superior de ponta são privadas, não havia nenhum problema: a conversa era de empresa para empresa. Mas, no Brasil, a conversa é outra.

Junção polêmica II

Aqui, as melhores universidades ainda são públicas. Como é possível o capital privado se utilizar da estrutura da universidade pública para desenvolver projetos? Qual é o papel da universidade? A universidade pública deve estar a serviço do lucro de empresas privadas? São perguntas óbvias e imediatas de um debate que se arrasta ao longo dos anos em acaloradas discussões.

O que foi?

O que a Lei estadual faz? Que regras ela estabelece? Bom, a Lei Estadual cria duas estruturas importantes: o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e cria também o Programa Estadual de Fomento da Pesquisa. “Amarrando” essas pontas está o Conselho de Ciência e Tecnologia e Inovação do Estado do Acre. É este conselho que dialoga com a Ufac. O Conselho diz quais áreas de pesquisa serão prioridades.

Nacional

O Acre teve participação orgânica na formulação da lei nacional com o Projeto de Lei Complementar 77/2015, cujo relator no Senado foi o senador Jorge Viana (PT/AC). Na Câmara, quem foi o condutor do processo foi o então deputado federal Sibá Machado (PT/AC). A redação, de fato, trouxe novidades reais. Atualizou o Brasil frente ao que se pratica em outros países. A “atualização” de destaque pode estar ligada às questões relacionadas à compra de material, insumos para pesquisa, participação do capital privado e patentes. Isso é o arcabouço legal.

Na prática...

Na vida real, o Brasil está em um movimento de precarização do Ensino Superior. Há uma parte dos acadêmicos que colocam essas mudanças na esfera legal como parte desse movimento de tentativa de privatização do Ensino Superior no país. Em Ciência e Tecnologia, o Brasil também vai mal, apesar dos talentos inegáveis em todas as áreas do Conhecimento.

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