16 Maio 2018 Written by 

O nervosismo do deputado Gehlen Diniz (PP) pode ser atribuído às dificuldades que vem enfrentando na base eleitoral dele, em Sena Madureira, onde os problemas com o MDB se avolumam. A reeleição de Gehlen está cada dia mais difícil.

Acordo

Vagner Sales (MDB) sentou com Edvaldo Magalhães (PCdoB) para definir o próximo presidente da Assembleia Legislativa. Estabeleceram as coisas da seguinte forma: se Gladson Cameli (PP) vencer a eleição, a presidência será de Vagner; se Marcus Alexandre ganhar, será de Edvaldo Magalhães.

Cacife

Na verdade, os dois não passam de caciques sem cacife. Eles não têm liderança em bases heterogêneas, a ponto de determinar que votem nesse ou naquele. Ou o Vagner acha, por acaso, que vai ser o chefe de Roberto Duarte (MDB)? E Edvaldo Magalhães, que vai dar ordens a Jenilson Lopes (PCdoB)?

Na real

A conversa entre os caciques evidencia as semelhanças que os dois políticos tentam esconder. Nem Edvaldo nem Vagner sabem se vão disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Mas, querem, independente disto, manter o controle sobre a Assembleia.

Gaveta

Pedido de impeachment do governador Tião Viana (PT) protocolado e assinado pelo vereador Roberto Duarte (MDB) deve ter o mesmo destino do Estatuto da Família: gaveta. Aliás, talvez um acabe sendo o fiel da balança do outro.

Segundo

Aliás, esse pedido de impeachment do vereador Roberto Duarte nem é o primeiro a dar entrada na Assembleia Legislativa. No final de 2017, a advogada Joana D'arc protocolou um pedido de impeachment na Casa. Ninguém ouviu falar dele. Nem mesmo a assessoria jurídica da Casa.

Porco, não

Pela segunda vez, o governo fez contas, fez contas e preferiu não levar o pedido de doação das ações do Dom Porquito. Medo de perder levou o líder do governo a não colocar o projeto em votação.

Democracia

O líder do governo na Aleac, Daniel Zen, tem outro cálculo. Diz que o Governo já teria votos suficientes para aprovar a matéria e que, por abusar da Democracia e explicar o projeto a quem ainda diz ter dúvida, achou mais prudente colocar para votação na semana que vem.

Fulanizar

Se os deputados quiserem debater Desenvolvimento tendo como referência que determinado projeto vai beneficiar deputado X ou Y e, por isto, se negam a votar, o Acre vai continuar correndo atrás do próprio rabo.

Nervosismo

O nervosismo do deputado Gehlen Diniz (PP) pode ser atribuído às dificuldades que vem enfrentando na base eleitoral dele, em Sena Madureira, onde os problemas com o MDB se avolumam. A reeleição de Gehlen está cada dia mais difícil. Uma pena! Em que pese a dificuldade que tem em controlar a agressividade, é um bom parlamentar e certamente vai fazer falta no parlamento.

Agressiva

Mas, nada se compara à agressividade da campanha de Marcio Bittar (MDB). O candidato chamado de Neo Acreano e Neo MDB não poupa nem Sérgio Petecão (PSD), que é da mesma coligação, embora o foco seja Ney Amorim (PT).

União Instável

A permanência do MDB na coligação formada em torno da eleição de Gladson Cameli permanece sob suspeita. O partido é o estranho no ninho e os outros partidos não escondem que não gostam dele. A agressividade da campanha de Marcio Bittar veio complicar ainda mais a relação. Não há um só líder de partido que simpatize com a candidatura do MDB ao Senado.

PIB

Observatório do Desenvolvimento lembra um dado que sempre chama atenção. O PIB de R$ 13,6 bi em 2015 deixa muito longe o ano de 2000/2001 quando o número oscilava entre R$ 2 bi R$ 2,5 bi. Houve crescimento nominal. É fato. O problema é que esse crescimento da economia não veio acompanhado da distribuição de renda. O Acre cresceu em volume de negócios, mas o povo continua pobre.

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