24 Agosto 2018 Written by 

A nota dos partidos de oposição diz textualmente que será cobrada total fidelidade de todos os integrantes. Aparentemente, a nota se volta especificamente para os prefeitos do MDB que declararam apoio a Ney Amorim (PT).

 

Esclarecedora

 

Muito esclarecedora a nota assinada pelos 10 partidos que compõem a coligação Mudança e Competência que tem Gladson Cameli (PP) como candidato ao governo. A nota diz textualmente que será cobrada total fidelidade de todos os integrantes. Aparentemente, a nota se volta especificamente para os prefeitos do MDB que declararam apoio a Ney Amorim (PT).

 

Equivocados

 

Se as lideranças da coligação do Gladson acham que com isso vão amedrontar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, se equivocam totalmente. Mazinho é daqueles políticos de barranco que não teme nada. O eleitor dele também não é partidário. Se o expulsarem, ele ainda sai por cima e se filia em outro partido rindo.

 

Equivocados II

 

A ameaça também não atinge o prefeito de Marechal Thaumathurgo, Isaac Piñako, que também optou por Ney Amorim. Isaque, cria política do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (MDB), também não corta conversa e pode acabar nos braços do PSol, onde já está o irmão dele, Francisco Piñako, candidato a deputado federal.

 

Equivocados III

 

E, para finalizar, se a exigência de punição for real, vão ter que começar pelo candidato ao Senado pelo MDB, Marcio Bittar, que declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL), quando o MDB tem Henrique Meirelles, candidato a presidência. Bittar participou do lançamento da candidatura do coronel Ulysses ao Governo do Estado e se fez fotografar abraçado ao coronel, apesar da coligação apoiar Gladson Cameli.

 

Jeito

 

Como a coligação Mudança e Competência pretende punir os que não forem fiéis à candidatura de Marcio Bittar, quando nem ele é fiel, é uma questão que ainda precisa ser explicada.

 

Recuperação petista

 

As pesquisas apontam uma impressionante recuperação petista no cenário nacional. Basta ver que em 6 estados da federação, os candidatos ao Senado pelo PT, lideram as pesquisas. Na Bahia, Jaques Wagner; em Minas Gerais, Dilma Rousseff; no Rio de Janeiro, Lindberg Farias; no Rio Grande do Sul, Paulo Paim; em São Paulo, Eduardo Suplicy e no Acre, Jorge Viana.

 

Joesley condenado

 

O empresário Joesley Batista foi condenado de novo. Desta vez a pagar R$ 300 mil de indenização a Michel Temer (MDB), por danos morais. No ano passado, o dono da JBS, acusou o presidente de chefiar a mais perigosa organização criminosa do país. Perdeu de novo, playboy! A Procuradoria Geral da República anulou até a delação premiada dele.

 

Facções

 

No Ceará, uma facção criminosa soltou um panfleto, esclarecendo o eleitor a não votar em políticos que apoiam a ditadura, a tortura e a invasão de casas por policiais. Tá pensando que o negócio é fraco?

 

Sofrível

 

Sofrível o discurso de candidatos que surfam no senso comum do “armar a população”, como forma de conter a violência. Quem tem obrigação de dar segurança ao cidadão é o Estado. Essa é uma garantia e um dever constitucional. Não faria mal uma lida, mesmo que rapidinha na Constituição Federal. Principalmente candidatos a funções eletivas federais. Querer pegar carona nas estripulias da moda nunca foi modelo para nenhum país.

 

Pesos diferentes

 

A turma da defesa das armas alega que liberar o uso não obriga ninguém a comprar. Mas o argumento que a liberação do aborto também não obriga ninguém a abortar não é aceito pela turma. Só para constar.

 

Humildade

 

O (e)leitor vai ser bombardeado, de agora em diante, por uma palavra que transita entre o cinismo e a mentira. Quando relacionada à Política, bem entendido. A palavra é “humildade”. Os candidatos recebem “o resultado da pesquisa com humildade”; “acolhe críticas com humildade”; “temos que ter humildades para reconhecer que erramos”... e por aí vai.

 

Humildade II

 

“Humildade” em política é moeda inexistente. No máximo um “mea culpa” muito calculado e restrito. Em Política, o que sobra mesmo é o jogo de interesses; o apego ao poder e as tramas orquestradas por intrigas. É uma arena para poucos. Essa rotina difícil deveria ter como finalidade o interesse público. Nesse aspecto, o “político” deveria participar do “jogo de interesses” em prol do bem público. Por esse raciocínio, a “Política” seria uma atividade nobre.

 

Mas

 

Mas, o interesse público é o que menos tem interessado. Esse é o drama.

 

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