18 Janeiro 2019 Written by 

Para nomear o filho do senador Marcio Bittar não podem nem apelar para o “critério técnico”. O rapaz ainda é um simples estudante. No currículo, só tem a filiação.

Local errado

Quem quer ler elogios a seu respeito deve procurar as colunas sociais. Esta aqui é uma coluna política. Não é para alisar ninguém.

Solito

Mazinho Serafim tentou emplacar um aliado dele no PSD do senador Sérgio Petecão, sem sucesso. Começaram as dificuldades do prefeito de Sena Madureira. Foram tantas as situações complicadas em que se enfiou, com brigas dentro da própria coligação que ninguém mais confia. Terá dificuldade para encontrar um partido que o aceite quando sair do MDB.

Gula

A gula já é um pecado capital. Imagine quando é uma gula gulosa! Dessas insaciáveis mesmo. Pois é o comentário que se ouve nas ruas depois da nomeação da parentada do senador Marcio Bittar (MDB). A população desempregada olha enviesada o fato de o irmão Edson ser nomeado para o Depasa e do filho do senador, João Paulo, para cargos no governo, com gordos salários.

Gula II

Para nomear o filho do senador Marcio Bittar não podem nem apelar para o “critério técnico”. O rapaz ainda é um simples estudante. No currículo, só tem a filiação. Mas, vai assumir o cargo de chefe no Instituto de Assistência e Inclusão Social, com um salário de mais de R$ 10 mil. E a “meritocracia” onde fica?

Coerência

Para o Governo, a lógica de nomear aliados não tem nada de anormal. O injustificável mesmo fica por conta da falta de coerência do parlamentar. Ora, se a retórica é da “meritocracia”; é da desvinculação da dependência do Estado e as benesses que ele pode promover aos amigos do paço, então que seja coerente: não se aceite privilégios. Simples assim.

Refresco

Caso não seja assim, vale a paródia: “meritocracia no bolso dos outros é refresco”.

Erro

Em gestão, seja pública ou privada, há erros e acertos. Esse episódio relacionado ao parcelamento do 13º o governo errou. O vazamento extraoficial da informação de que o pagamento seria parcelado acabou expondo o Executivo que teve que recuar. Ao invés de parcelar, escalonou o pagamento integral.

Erro II

O vazamento da informação foi extraoficial. O que ameniza um pouco a situação para o Palácio Rio Branco. Mas fica aquela sugestãozinha de que o parcelamento teve natureza política e não "técnica". Os sindicatos perceberam, reagiram, gritaram e deu no que deu.

Pra frente

Mas... bola pra frente! Fica a lição.

Comunicação

E não tem jeito! Os governos têm que se conscientizar de que toda ação precisa ser meticulosamente calculada em relação ao quê e como deve ser divulgada. No Acre, não precisa ficar aperriado: o governo (por enquanto) é quem dita o ritmo.

Se não...

Se os assessores não se conscientizarem disso vão ficar reféns de notas em colunas políticas e aís lascou-se a gestão. Repete-se: no Acre, por enquanto, quem dá o ritmo de quase tudo é o Governo.

Atencioso

Nunca se viu um STF tão atencioso como agora. O ministro Luiz Fux mandou parar o processo que investiga o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), a pedido da defesa do parlamentar. Flávio, filho de Jair Bolsonaro, foi aquele que disse que não precisava nem de um jipe, que só um cabo e um soldado bastavam para acabar com o STF. Pelo jeito o cabo e o soldado já chegaram por lá.

STF

A decisão foi tão escandalosa que o MBL (Movimento Brasil Livre) que sempre apoiou os Bolsonaro, criticou a medida. O deputado Kim Kataguiri (DEM) disse nas redes sociais, que a atitude de Flávio Bolsonaro “cheira muito mal”.

Peixes

Na reunião com secretários de Estado, o governador Gladson Cameli foi enfático. Contundente, até. A pauta era a saída da Anac (Agência de Negócios do Acre) de todos empreendimentos em parceria com a iniciativa privada. A Peixes da Amazônia, sobretudo.

Peixes II

É uma polêmica. Inclusive porque envolve uma concepção de Economia ainda não resolvida no país: a maior ou menor participação/intervenção do Estado na Economia.

Privados

Para um grupo, a lógica é a seguinte: “o Estado não deve se meter onde não tem competência! O que o Estado tem que fazer em querer produzir peixe, frango e porco? Não consegue nem garantir remédio em hospital! O Estado tem que garantir a infraestrutura para o setor privado produzir, baixar carga tributária, amenizar legislação ambiental que o resto a iniciativa privada faz!”

Estado

Para outro grupo, a lógica é: “o Estado deve preservar a ideia do ‘Estado Empreendedor’: por meio de um arcabouço jurídico, garantir condições para que a iniciativa privada atue, gerando empregos e receitas; a presença do Estado em empreendimentos como a Peixes da Amazônia reflete a falta de iniciativa do setor privado”.

Fato

Houve uma decisão política de saída dos empreendimentos. A partir disso, a PGE deve elaborar um estudo para que os R$ 30.107.340 colocados pelo Estado (Anac e Central de Cooperativas de Piscicultores do Acre) não sejam perdidos. Isso não acontece da noite para o dia. Mas houve a decisão anunciada pelo governador. Agora, é cumprir.

Mas...

O desafio é atrair investimentos. Inclusive para a Peixes da Amazônia. Para os investidores privados é momento é de tensão. Normalmente, um acionista majoritário saindo do empreendimento não é uma boa indicação para investidor. Mas o Acre reverte qualquer lógica. Com diálogo, é possível trazer grupos de Rondônia e de Manaus, que já demonstraram interesse.

E agora?

Na última terça-feira (15), os investidores privados da Peixes da Amazônia, na sede da Federação da Agricultura do Acre decidiram aportar R$ 1.233.000. A FIP-Empresas Sustentáveis na Amazônia- que já investiu R$ 15 milhões inicialmente, condicionou aporte de mais R$ 7 milhões caso os acionistas privados fizessem o depósito de mais R$ 1 milhão. O que se decidiu na Faeac na terça-feira ainda não foi depositado. E a incerteza impera.

Realidade

A atual folha de pagamento de R$ 50 mil dos trabalhadores da Peixes da Amazônia espelha a crise em que o empreendimento se encontra. As três linhas de produção, que nunca funcionaram plenamente, estão praticamente paradas.

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