Terça-Feira, 23 de Abril de 2019
30 Janeiro 2019 Written by 

A nota do MP, a rigor, desautorizaria o afastamento, caso o Gabinete Civil tivesse sido menos afoito. Mas o Palácio Rio Branco entendeu que era mais prudente afastar Rêmulo Diniz até a conclusão das investigações e a sentença final da Justiça.

Quem paga?

A Justiça Federal derrubou a liminar que suspendia o aumento da tarifa de energia elétrica. A Associação Comercial e Industrial do Acre já se adiantou e divulgou nota considerando “inadmissível que o consumidor pague a conta pela má gestão dessa entidade ao longo dos anos”. A Acisa já avisou quem vai pagar a conta final: “A Acisa salienta que o valor vai impactar negativamente no preço final dos produtos e serviços, assim como, agravar em todo comércio, geração de emprego e renda de todo o Estado”.

Cuidado

O afastamento do delegado Rêmulo Diniz da Secretaria de Estado de Polícia Civil seguiu o ritmo que a pressa exige. Sem necessidade. É claro que ter o nome de um integrante do primeiro escalão da equipe de Segurança Pública associado ao crime organizado exige agilidade. Mas é preciso cuidar com alguns preceitos.

MP

A nota do MP, a rigor, desautorizaria o afastamento, caso o Gabinete Civil tivesse sido menos afoito. Mas o Palácio Rio Branco entendeu que era mais prudente afastar Rêmulo Diniz até a conclusão das investigações e a sentença final da Justiça.

Em tempo

Em tempo, o MP descarta a relação do delegado Rêmulo Diniz com o crime organizado. “O delegado de Polícia Civil Rêmulo Diniz, atual Secretário de Estado Polícia Civil do Acre, não foi objeto de investigação no processo criminal em questão; até o momento de conclusão do inquérito policial não se vislumbrou qualquer ligação da autoridade policial citada com qualquer facção criminosa”. A nota do MP é cristalina.

Outros tempos

A Polícia Civil deixou-se contaminar pela “política”. Quando da criação da Secretaria de Estado de Polícia Civil, o contexto era outro. Tanto agentes quanto delegados tiveram possibilidade de trabalhar em uma estrutura inédita na PC do Acre. Os quadros qualificados trouxeram reflexos imediatos na agilidade e na eficácia das investigações.

Outros tempos II

O tempo foi passando; o governo mudou; a estrutura foi se desgastando e o terreno foi ficando fértil para que lideranças políticas começassem a se aproximar de grupos específicos dentro da Polícia Civil. Veio a última campanha eleitoral e isso se refletiu internamente na instituição.

Agora

A expressão “caça às bruxas” hoje tem uma denotação perigosa na Polícia Civil. O clima não é bom. O delegado que assume interinamente, Getúlio Monteiro, vai ter muito trabalho para domar as feras. Resta saber quais consequências esse cenário terá para a continuidade dos trabalhos.

Irmãos

Sem cargos, os irmãos Viana começam a expor o real espírito do que acontecia em bastidor muito restrito, quase íntimo. Em coletiva de imprensa, Jorge Viana fez críticas à gestão e à equipe do irmão nos dois mandatos. Tião rebate no estilo “não mexe comigo porque se eu falar...”.

Irmãos II

Estranha a postura. Dos dois. Em 20 anos de atuação de gestão pública, é razoável se supor que haja problemas na condução feita por um grupo político. Para que se identifique e se puna possíveis erros, há os órgãos de fiscalização e controle. No mais, é um problema que mais se relaciona com ego e vaidade do que com o interesse público.

Pajelança

Ou as lideranças do PT do Acre fazem uma “pajelança” (independente do posicionamento do partido em âmbito nacional) ou esse tipo de melindre e chilique exposto pelos irmãos Vianas desce a escada. Aí o nível descamba geral.

Daniel Zen

O deputado estadual pelo PT Daniel Zen, tem um entendimento que pode trazer alguma luz ao debate, mas sugerindo polêmica. Eis o que diz o parlamentar:

“Sobre as declarações do ainda senador Jorge Viana e do ainda Deputado Federal Raimundo Angelim, repercutidas na imprensa local, digo que nunca vi, nem participei ou sequer presenciei algum ato de boicote ou de desrespeito a nenhum dos dois, de quem quer que fosse (tendência, corrente, grupo ou coletivo), partindo de dentro do PT. Os motivos da derrota passam muito distante disso.

Quando as coisas dão errado, todos querem achar um culpado pelos próprios infortúnios, alguém para quem apontar o dedo e crucificar. Olhar no espelho e enxergar os próprios erros, ninguém quer. Ambos, Jorge e Angelim, se esquecem que esses para quem eles dirigem suas pedras, hoje, são os mesmos que ajudaram em suas eleições e também em seus governos, tanto no Estado quanto no Município.
Parece que os dois não entenderam o recado das urnas. Debitar a derrota aos outros, sem qualquer autocrítica, só demonstra que a arrogância continua matando a liderança política de ambos que, dentre outras falhas, se mantiveram ausentes do Acre durante todo os anos de seus mandatos”.

Aleac

E a Aleac, hein? A faixa levantada por parte dos servidores da Assembleia Legislativa do Acre na manhã desta quarta-feira (30) deve ser apenas a primeira de uma série. A primeira relação exposta publicamente foi pelo não pagamento integral do 13º salário.

Rutembergue

O jornalista Rutembergue Crispim não deve integrar a equipe de Gladson Cameli. Durante um mês, "Rutem" ajudou na organização inicial da Secom. Mas alegou problemas de ordem pessoal para não fazer parte da equipe de Governo. É uma perda significativa para a equipe de Silvânia Pinheiro. Conhecido pela capacidade de articulação política, Rutembergue pode fazer falta tanto na relação interna entre as secretarias de Estado quanto na relação com o parlamento onde já trabalhou como assessor de imprensa.

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