12 Março 2019 Written by 

Pensão de ex-governadores: não é razoável que 18 pessoas tenham esse privilégio custeado por uma gente pobre ou extremamente pobre. A questão não é, por enquanto, legal. É uma questão moral.

PCdoB

PCdoB fez uma conferência municipal. Debate morno. Sem muitas pretensões de discutir conjuntura. O principal ponto foi a incorporação do PPL ao PCdoB para atender à cláusula de barreira. Cinco pessoas do PCdoB (incluindo integrantes do PPL) foram para a conferência nacional do partido para oficializar a adesão junto ao diretório nacional.

PCdoB II

O que se percebeu, de fato, foram três detalhes: 1) a ausência do velho “cacique” Moisés Diniz; 2) a espinha entalada na goela do Felismar Mesquita (ex-militante do PCdoB e atual dirigente do PPL); 3) o clima de pouca euforia entre a militância.

Cacique

Militantes do PCdoB “das antigas” já nem se esforçam em esconder (ou minimizar) o descontentamento de Diniz com o partido. O ex-deputado e atual secretário de Educação de Rio Branco já flertou com a Rede, foi paquerado pelo PDT (quem não foi?), mas decidiu continuar a trincheira cm os camaradas.

Cacique II

Mas a falta de entusiasmo é visível e a ausência na conferência municipal do partido é apenas um breve reflexo.

Felismar

Situação complicada mesmo foi a do dirigente do PPL Felismar Mesquita. Ex-integrante de primeira ordem do PCdoB, Mesquita saiu fazendo (internamente) duras críticas ao partido. E, agora, para se manter organicamente no cenário político, teve que voltar ao PCdoB por conta da legislação. Coisas da política.

Pneumonia

Governador Gladson Cameli estava com diagnóstico perigoso: suspeita de pneumonia. Inicialmente, Cameli pensava que estava com dengue. Agendas em Brasília foram mantidas.

Entre o blá blá blá e o mi mi mi...

Não se sabe bem a quem o governador Gladson se refere quando diz que acabou o “blá blá blá e o mi mi mi” em relação ao trabalho. Para o cidadão (só para ficar em um exemplo básico), o recado é sem sentido. Pensava-se que o jogo já estava valendo.

Infraestrutura

O secretário de Estado de Planejamento, Raphael Bastos, deu a senha: deve vir anúncio de um pacote de obras de infraestrutura. É tudo o que as empresas precisam. Não há dinheiro circulando na economia local com obras paradas desde a gestão passada. Com o engenheiro Dr. Verão tudo dificulta para essas bandas.

Pensão

Ainda continua rendendo polêmica a questão relacionada às pensões dos ex-governadores. Podem criar o raciocínio que for, mas nenhum cidadão do Acre vai compreender esse gasto de R$ 500 mil mensais. Não é razoável que 18 pessoas tenham esse privilégio custeado por uma gente pobre ou extremamente pobre. A questão não é, por enquanto, legal. É uma questão moral.

Legalidade

A palavra final sobre o assunto está nas mãos de Gladson Cameli. Se ele ouvir o povo não terá dúvidas sobre a decisão a ser tomada.

Caiu por dentro

O militante do PCdoB Moisés Diniz respondeu a coluna a respeito da sua nova relação com o partido.

"Boa noite, Itaan Arruda.

Minha ausência na Conferência Estadual do PCdoB e na Conferência Nacional (já que eu sou membro do Comitê Central) teve o objetivo de encerrar um ciclo.

Decidi não participar mais da militância política em cargos de direção. Atuarei como militante de base, sem nenhum cargo ou poder partidário (sigo filiado no PCdoB).

É a forma que encontrei de me aproximar da minha liberdade de consciência. Lutarei com todas as minhas forças para sair da caixinha ideológica de defender posições e ideias que ferem o meu coração.

Quero me despir de uma vestimenta de esquerda que só nos afasta do povo, nos coloca no gueto da política e deixa nossa imagem feia. Minha esquerda será leve, simples, tolerante, festiva, moderna e transcendente.

É, também, uma nova condição de militância: meu foco é a Educação de 25 mil crianças da capital do Acre, sem aceitar interferência política ou qualquer tipo de apadrinhamento e garantir que o mérito lidere todos os processos educacionais.

Talvez, nunca mais eu tenha uma oportunidade dessa: de ter uma prefeita que arrisca a carreira política pra fazer o certo, de permitir que a gente cuide da Educação sem apadrinhamento, andar sem medo, ser esquerda de um jeito mais leve, sem dono, sem comissário.

Eu fui eleito presidente do PCdoB do Acre e membro da Direção Nacional. Renunciei a esses cargos, porque não podia contaminar o Partido com a minha posição de presidente: eu não aceitei e nem me submeti à política do PT de indicar tudo na eleição (governador, vice, senadores e suplentes). Apoiei Marcus Alexandre e os candidatos do PCdoB, não fiz confusão, não expus o Partido, renunciei à candidatura de deputado em nome da unidade do Partido, fui honesto. Mas, infelizmente, a FPA caiu por dentro.

Mas, voltando à sua pergunta, se um dia eu sair do PCdoB, seguirei tendo lá grandes irmãos e amigos camaradas, uma escola de vida, uma referência".

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