Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019
15 Março 2019 Written by 

Caso o Governo não faça repasse para a Colônia Souza Araújo, não haverá cristão no mundo que lhe empreste ouvidos para a ladainha da crise herdada

Souza Araújo

Houve um tempo em que a Diocese de Rio Branco estava mais disposta ao diálogo; estava mais aberta ao diálogo, estava mais aberta. Eram outros tempos. O que está acontecendo com a Colônia Souza Araújo é algo inimaginável em um Acre nem tão velho assim. A comunidade da Colônia foi informada pelo próprio bispo D. Joaquin Pertiñez (segundo declarações dadas à TV Gazeta) de que não teria mais condições de custear a permanência do grupo ali por causa da falta de repasses por parte do Governo do Estado do Acre.

Souza Araújo II

É claro que o pânico foi geral. Como assim? A Diocese foi anunciar a possibilidade de um despejo no Souza Araújo? Isso é tão ridículo quanto um senador propor armar os professores para dar aulas.

Bloqueio

Se, com isso, a Diocese de Rio Branco calculou que poderia trazer desgastes ao Governo do Acre, fez as contas erradas. É fato que o Governo do Estado está em dívida. Desde a gestão de Tião Viana que os repasses eram pouco rotineiros. E a situação continua neste início da administração de Gladson Cameli.

Mas

Mas qual governante (e qual liderança religiosa que fez voto de pobreza) quer ter no currículo a imagem de um grupo de portadores de hanseníase pobres soltos feito bichos na estrada sem ter aonde ir? Sem exageros, dada a história da Colônia Souza Araújo, seria uma imagem que percorreria o mundo.

Sensibilidade

O Governo do Acre terá sensibilidade (e maturidade) suficiente para resolver os problemas administrativos e fazer os repasses devidos. Caso não faça isso, não haverá cristão no mundo que lhe empreste ouvidos para a ladainha da crise herdada.

Reforma

Senador Marcio Bittar (MDB) tem uma leitura que se associa com o senso comum sobre a Reforma da Previdência. Se o Congresso, por um surto, se excluir do pacote da reforma, o debate sobre o assunto acaba no dia seguinte. “E tem mais: político vai apanhar no meio da rua”.

Arre

Mário Português, o empresário da Lojas Coimbra, foi “visitado” pela Federal nesta quinta-feira. Português tinha cacoete de político. Até ensaiou algum projeto por Rondônia. A PF diz ter indícios de que ele integra esquema de sonegação de impostos e ligações com narcotráfico. Coisa feia.

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