Terça-Feira, 16 de Julho de 2019
22 Abril 2019 Written by 

A Anac é uma empresa estatal que se mantém com base na venda de ações. Credibilidade é um insumo básico. Como é que a própria base do Governo na Aleac coloca isso em xeque? A CPI da Anac pode ser um tiro no pé de Gladson Cameli

COM QUE BASE?

A base de sustentação do Governo na Aleac precisa repensar urgentemente a forma de atuação. Da forma como tem operado, vai acabar inviabilizando Gladson Cameli. A estratégia amadora de criar uma "imbiricica" de CPI's para neutralizar a investigação da Energisa traz um risco ao Palácio Rio Branco. A proposta da CPI da Anac, por exemplo, atenta contra tudo o que Gladson tem pregado desde a campanha.

COM QUE BASE? II

A Anac é a empresa estatal, criada a partir da permissão da própria Aleac, para viabilizar empreendimentos em parceria com a iniciativa privada. Isso ainda na gestão de Jorge Viana. A Anac mudou sua natureza e passou a ser uma estatal que integra sociedades anônimas em empreendimentos como Peixes da Amazônia, Dom Porquito, Acre Aves. É uma empresa que se sustenta por meio de compras e vendas de ações. Portanto, o quesito "credibilidade" é um insumo básico. Como é que a própria base do Governo passa a colocar em xeque a credibilidade da empresa que atua em segmentos que foram o mote da vitória de Cameli ao Governo do Acre? Atentar contra a Anac é prejudicar cadeias produtivas que, bem ou mal, têm se mantido e garantido a sobrevivência de dezenas de famílias de pequenos agricultores.

MIRA

No afã de neutralizar a articulação da oposição, a base mirou no pé de Gladson Cameli.

ALÉM

Sem contar outro detalhe: a "imbiricica" de CPI's desrespeita o regimento da Casa. Respeitados os critérios de caso concreto de irregularidade a ser investigado e tendo como referência o prazo de 120 dias para conclusão dos trabalhos (com possibilidade de extensão de igual período), o número máximo de CPI's por ano é três. Há quem entenda que o texto permita três por vez.

MAS...

De qualquer forma, por ordem de chegada de leitura no plenário, a da Energisa é a primeira da fila.

AFOBOU-SE

Tivesse a base de sustentação menos afobada, deixaria a CPI morrer da inanição a que está fadada. A possibilidade de que termine em mini-pizza é grande. Mas os deputados aliados ficaram tão afobados em neutralizar que acabaram possibilitando essa barbeiragem relacionada a Anac e, com isso, expondo a retórica do próprio governo de fortalecimento do setor produtivo.

BLOCOS

A formação de blocos na base aliada para tentar emperrar a CPI da Energisa é outro postura complicada e desperta desconfiança. O que o governo quer ocultar a fazer tanta articulação amadora para evitar a investigação?

MAIS SIMPLES

Perguntando de forma mais simples: a quem interessa o enterro da CPI da Energisa?

EQUILÍBRIO

Nesse polêmico processo envolvendo a CPI da Energisa, um ponto de equilíbrio é possível ser identificado na Aleac. Veio do presidente da Casa, Nicolau Júnior (PP). Nesta terça-feira, na primeira sessão da semana, ele convocou uma reunião com todos os parlamentares antes do início dos trabalhos. Na pauta da reunião, a postura dos parlamentares que, mesmo obedecendo aos interesses dos grupos aos quais dizem representar, não podem perder a referência de que devem zelar pela imagem da Aleac.

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