Reviravolta

Quem diria que o PT que tanto tripudiou do deputado Jonas Lima tenha que depender tanto dele, a partir do ano que vem. Até militantes para implodir a campanha de Jonas foram colocados na região dele, com o objetivo de priorizar a campanha de Lourival Marques. É o que diz a assessoria de Jonas.

Aguentem

Lourival não conseguiu se reeleger. Jonas, sim. E é dele o aviso: "Não vou sair do partido". Portanto, o PT vai ter que aguentar Jonas Lima e ainda pedir a benção ao renegado. O mundo dá voltas. E no mundo político elas são mais bruscas.

Presidência

Não pensem que a disputa pela presidência da Aleac começou tão logo terminou a apuração. Essa disputa começou praticamente junto com a campanha eleitoral. Vagner Sales (MDB), aliás, começou a lutar para emplacar o nome da esposa dele, Antônia Sales, antes da campanha começar.

Presidência II

As duas maiores bancadas, MDB e PP, disputam a presidência da Aleac. O MDB disponibiliza os nomes de Antônia Sales e Roberto Duarte, o PP fecha com José Bestene. Ele se articulou e já tem 13 votos.

Bestene

Bestene, aliás, compõe uma cena à parte. É possível que o governador eleito Gladson Cameli chame o colega de partido para compor a equipe de Governo. Caso isso ocorra, o beneficiado seria Elson Santiago. E há quem diga que Gladson precisará (e muito) de Bestene.

Jogo

A vitória de Gladson Cameli, em boa medida, foi uma construção feita pacientemente por Bestene, movendo cada peça, peão por peão, torre por torre, bispo por bispo. Bestene no Gabinete Civil ou na Saúde seria um anteparo de rara confiança para o ainda jovem governador eleito. Há feras a serem domadas e muitos “nãos” a serem ditos.

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Todas as atenções estão voltadas para o anúncio da composição do governo Cameli. Mas, se ele for indeciso e demorado como foi na escolha do vice podem esperar sentados.

Recuo

Apesar de Gladson ter anunciado durante a campanha que extinguiria secretárias para economizar, a expectativa é que ele faça exatamente o contrário para acomodar todos. Nelson Sales é um dos que devem ser acomodados numa secretaria de Estado.

Resultado

Os deputados Raimundinho da Saúde, Heitor Júnior, Leila Galvão, Jairo Carvalho e Eliane Sinhasique foram os grandes prejudicados pelas coligações. Todos eles tiveram mais votos que muitos que foram eleitos, como Luiz Tchê e Chico Viga.

Fiscalização

Faltou fiscalização na Capital e principalmente no interior do Estado. Em um município, o voto chegou a custar R$ 500. Custou caro, mas o provedor elegeu o estadual que quis e o federal que todos achavam que estava derrotado.

Já?

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Miséria

A miséria voltou “de com força”. Não apenas no Acre, mas em todo país, aumentou o número de famílias que vivem em situação de extrema pobreza. São pessoas que vivem com renda familiar per capita de R$ 85. Foi a metodologia utilizada pela empresa de consultoria tendências e divulgadas pelo jornal Valor Econômico. O critério é baseado no Plano Brasil Sem Miséria, que referencia o Bolsa Família.

Grave

A situação piorou em 25 estados. Em 9, houve nível recorde de aumento no número de miseráveis. O Acre foi um desses estados onde houve aumento acentuado, sobretudo nos últimos quatro anos, diz o jornal Valor Econômico.

Números

Diz o jornal que em 2014, 5,3% das famílias do Acre estavam abaixo da linha de pobreza; em 2015, o número subiu para 6,4%; em 2016, foi para 7,5% e no ano passado alcançou 10,9%.

Vulnerável

O Acre é um dos estados cuja história o expôs a uma das piores trajetórias de exclusão do país, agravada pela localização geográfica que seleciona os mais teimosos a viverem por aqui. No Acre, o Governo Federal sempre foi ausente e mentiroso. Desde os dois grandes ciclos da borracha e suas justificativas federais, passando pelos projetos de desenvolvimento fundamentado pela pecuária e, mais recentemente, pela tentativa de valorização da economia florestal como eixo de política pública.

Vulnerável II

Nos últimos 20 anos, a valorização dos produtos extrativistas, associado à qualificação da pecuária (área livre de aftosa, com possibilidade de melhorar a classificação para área livre sem vacinação) não conseguiram melhorar a eficiência na distribuição de renda. É uma luta que merece reflexão e insistência em aplicação de política pública que tenha o cidadão (e somente ele) como referência. O mínimo recuo lasca tudo.

História

Qualquer avaliação desse problema não pode ser feita tentando encontrar apenas um culpado. É preciso fazer uma análise histórica e perceber que os responsáveis por esse quadro são muitos. Mas as respostas a esse problema exigem medidas imediatas. O governador eleito vai ter que se incomodar com isso.

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Foto de ilustração: Sentinela da Fronteira

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