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Acre tem menor delegação de xadrez nos JEB’S

Quatro enxadristas representam o Acre em Natal

A edição nacional dos Jogos Escolares da Juventude reúne um total de 5.038 atletas, de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Destes, apenas quatro enxadristas representam o Acre em Natal (RN), compondo a menor delegação do evento. Iniciantes na modalidade, eles se conheceram no Instituto de Matemática, Ciência e Filosofia (IMCF), em Rio Branco, que oferece cursos de xadrez à população e esperam que essa oportunidade abram novas portas.

“Disputei apenas cinco torneios de xadrez na vida e essa é a minha primeira viagem para fora do estado. Nunca havia entrado em um avião, foi muito bom”, revela Isaías Nascimento, 12 anos, do Colégio Militar Tiradentes, que começou no xadrez há apenas quatro meses e já pontuou no torneio masculino.

Situação parecida vive Lavínia Vitória, 14, da Escola Primeiro Passo, que aprendeu a jogar em 2017 e não disputou mais do que dez torneios em sua carreira. “Eu só jogava o básico e ainda não praticava a modalidade quando o meu professor me chamou para o torneio estadual. Só sabia fazer o movimento das peças e, mesmo assim, ganhei a competição.”

Larissa Eduarda de Souza Yunes, 15, por sua vez, é a única atleta que já possui uma experiência anterior nos Jogos Escolares. Em 2017, ela também representou o Instituto São José no evento e foi aquela oportunidade que a fez se dedicar ainda mais ao esporte: “Esse ano está bem melhor. No ano passado, tinha apenas seis meses de xadrez. Não treinava direito, não estudava tática. Em 2018, passei a me dedicar mais, fazer aula de manhã e à noite, jogar no celular e com outras pessoas.”

A inexperiência ainda os impede de brigarem por medalhas nesta edição dos Jogos Escolares. Porém, se eles tomarem Gabriel Moreira de Oliveira, 17, do Colégio de Aplicação, a situação deve mudar em breve. Assim como Isaías, Gabriel nunca havia saído do Acre, tampouco viajado de avião, mas os quatro anos de xadrez lhe renderam três vitórias nos quatro primeiros jogos. E, no último dia de competição, ele entra com chances de conquistar uma medalha.

“Comecei a jogar em 2014, mas foi em 2015 que passei a me dedicar quase que exclusivamente ao xadrez. No ano passado, bati na trave na seletiva estadual, mas entrei determinado dessa vez para não deixar a chance passar. Quando cheguei aqui, pensei que o nível dos atletas seria bem mais avançado do que o meu. Na quinta (15), farei o jogo da minha vida”.

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), correalizados pelo Ministério do Esporte e Grupo Globo, com patrocínio da Coca-Cola e parceria do Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

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