Receba informativos:

Tião Viana acionará Major Rocha por ataques à honra

  • PDF

O governador Tião Viana afirmou que vai acionar judicialmente o deputado estadual major Wherles Rocha (PSDB), que da tribuna da Assembleia, teria feito ataques à honra do governador, Tião Viana.

O governador também falou sobre as declarações que deu à imprensa na semana passada, afirmando que as conversas telefônicas de secretários de governo ficam gravadas, e que isso teria motivado a suspensão do uso dos telefones oficiais no período eleitoral.

Quanto às denúncias de que pessoas ligadas ao PSDB é que estariam praticando escutas ilegais no Acre, Tião Viana disse que já encaminhou as informações para a Polícia Federal e que o caso será tratado na esfera judicial.

O assunto dos grampos telefônicos, que já foi alvo de muita polêmica no Acre, estava esquecido há pelo menos um ano.

Voltou aos holofotes na semana passada, depois que o governo decidiu suspender o uso de telefones oficiais por secretários de estado durante o período eleitoral.

Tião Viana chegou a declarar que se tratava de uma medida preventiva, já que todas as conversas dos secretários ficavam gravadas. Era a munição que faltava para a oposição iniciar uma sequência de ataques ao governo.

Nesta quarta-feira o assunto chegou a Assembleia Legislativa. Os deputados da oposição argumentam que grampos telefônicos só podem acontecer com autorização da Justiça. E acusam o governo de fazer escutas ilegais de políticos, empresários e até jornalistas.

A oposição pede que o Ministério Público entre no caso, para que seja feita uma perícia no equipamento. Só assim, segundo os deputados, seria possível saber quem estaria sendo monitorado e se existe autorização da Justiça para fazê-lo.

Nesta quinta-feira, o Governo do Estado tentou inverter o jogo, publicou uma nota nos jornais levantando suspeitas de que lideranças do PSDB é que estariam praticando escutas ilegais no Acre.

O secretário estadual de segurança pública Reni Graebner foi a Assembleia Legislativa. Não falou com a imprensa, mas se reuniu a portas fechadas com deputados da base aliada e com o líder do governo na Assembleia, para instruí-los sobre como agir na defesa do Governo.

veja também