Em 13 anos, mexidas em secretarias não tiram “Florestania” do centro do Governo
- Sex, 10 de Fevereiro de 2012
- Fabio Pontes, do site Agazeta.net
Prestes a comemorar 32 anos de fundação, o PT vê seu governo sofrendo alterações na equipe de secretariado que nada alteram o modelo petista de gestão no Acre. Com a chegada do petismo ao Palácio Rio Branco, em 1999, os ajustes ocorreram com vistas a deixar o governo “configurado” para o novo modelo de gestão.
Secretarias que na era pré-PT passavam longe da realidade, ganharam vida: setores como dos Indígenas, florestal, mulheres e da juventude ganharam pernas e recursos próprios. Áreas outrora enfraquecidas foram fortalecidas, como Meio Ambiente. Todos estes setores foram fortificados para atender a política de governo intitulada Florestania.
A Secretaria de Planejamento teve um gás a mais no governo Jorge Viana e passou a ser Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (Seplands). A economia florestal foi a prioridade, com o setor industrial sem o aporte de um órgão público, mas com o campo mantendo a sua pasta, saindo da Secretaria de Desenvolvimento Agrário para a Agropecuária. Nada que impedisse a pecuária acreana de ser uma das mais competitivas do país.
Este cenário se manteve nos dois mandatos de Jorge Viana. No governo Binho Marques o número de secretarias teve uma redução sensível. Como dizia o então governador em 2007, o Estado não tinha condições de manter aquela estrutura. Secretaria dos Povos Indígenas, Juventude e Mulheres passaram a ser assessorias do gabinete.
Na passagem tampão de Binho Marques foram criadas duas pastas; da Polícia Civil e Direitos Humanos, esta última ligada à Segurança Pública. Tendo como bandeira de campanha a industrialização do Acre, o governador Tião Viana ressuscitou a Secretaria da Indústria, entregando-a ao aliado PCdoB.
A pasta já nasceu turbinada, abrangendo toda a área econômica do Estado: A Secretaria de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência e Tecnologia, Sedict. Com a minirreforma aprovada esta semana, Tião coloca o setor florestal sob a responsabilidade de Edvaldo Magalhães, mas desmembra Ciência e Tecnologia, passando a seguir voo solo.
Outra marca do terceiro governo petista foi a criação da Secretaria de Pequenos Negócios. O surgimento dela é vista pela oposição como uma forma do governo se reaproximar de setores que ficaram “abandonados” na última década.
Passados 13 anos de gestão petista, mexidas aqui e acolá alteraram a configuração original. Mas o cerne continua sendo o desenvolvimento sustentável, tendo a floresta como a principal fonte de retirada e produção das riquezas do Estado. Este é o modelo que vai estar em teste nas eleições de 2012; a vitória da oposição no maior colégio eleitoral pode representar o começo de seu fim, levando o governo a rever a atual política econômica.








