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“Estes ataques só mostram que estamos no caminho certo”, diz procurador

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À frente das investigações para apurar eventual malversação no uso das verbas de gabinetes dos parlamentares, o chamado “cotão”, o procurador-chefe do Ministério Público Especial, João Izidro de Melo Neto, está desde o final da semana passada no centro de ataques disparados por parlamentares. Para tentar desmoralizar Izidro, deputados têm se aliado a alguns jornalistas com o objetivo de atacar sua imagem.


“Estes ataques só nos mostram que nossa investigação está no caminho certo, esse tipo de reação é típico de quem tem algo a temer”, diz o procurador. Desde a última quinta-feira, quando Agazeta.net revelou o pedido do MP para análise minuciosa nas verbas de gabinete da Assembleia Legislativa e das 22 câmaras, reportagens apócrifas são publicadas em alguns veículos para desqualificar João Izidro.


Em uma delas, o procurador é acusado de faltar ao trabalho no MP e suposto enriquecimento ilícito, com a aquisição e construção de imóveis. O procurador afirma que as denúncias não têm fundamento e acionará a Justiça para que os autores das “matérias jornalísticas” provem as acusações.


Em uma das reportagens, João Izidro é condenado por ser “adepto a uma cervejinha no final de semana”. A iniciativa do MP Especial em analisar o “cotão” já detectou algumas irregularidades.  Pagamento de honorários advocatícios em processos criminais, aluguel para parentes de parlamentares e transporte de pessoas para eventos desportivos bancados pelo “cotão”.


De acordo com a procuradoria de Contas, caso sejam confirmadas as irregularidades, os responsáveis serão obrigados a ressarcir os cofres públicos, além de responder a processo de improbidade administrativa.
Outras investigações apontam contratos da Assembleia Legislativa com empresas de familiares dos deputados. Todas estas denúncias são alvo de investigação pelo Ministério Público.

Última atualização em Ter, 15 de Maio de 2012 00:09