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Diretor de presídio nega rebelião e afirma que agente disparou contra presos

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De acordo com a direção do presídio Francisco de Oliveira Conde, o agente que disparou balas de borracha contra os detentos pode ter se assustado com o barulho promovido nas celas. Passava das 17h quando os presos do pavilhão 4 começaram a bater nas grades.

Com o barulho ensurdecedor, os dois agentes que estavam na vigilância não conseguiam conter os ânimos, foi quando, um deles, pegou a espingarda, calibre 12, carregadas com balas de borracha, e começou a atirar nas celas. Quando secou a arma, pegou outra espingarda e deu mais 14 tiros.

Do tiroteio, nove presos ficaram feridos e levados para o pronto-socorro, nenhum com gravidade. A direção do presídio afastou o agente, e está levando o caso para corregedoria para saber os motivos que levaram o servidor a atirar nos detentos, mesmo todos estando nas celas trancadas.

Segundo o diretor da FACO, Denis Picolo, o Iapen vai abrir uma sindicância para saber o que motivou a ação violenta do agente. Quando foi ouvido pela direção, afirmou que os presos se preparavam para uma rebelião. Só que as 25 celas do pavilhão estavam trancadas.

A reação do agente vem justamente quando o sindicato da categoria luta para que possam ter porte de arma quando estão fora de serviço. Ficou mais difícil defender o porte.

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