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Enchente acirra pré-campanha para a sucessão de Angelim

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montagemenchenteCom Rio Branco às voltas com uma das maiores enchentes do rio Acre nos anos recentes, a pré-campanha para as eleições 2012 esquenta de vez o clima entre tucanos e petistas. As trocas de acusações intensificam-se de um lado e do outro da partida. Enquanto o PT acusa Tião Bocalom de fazer uso político da “tragédia alheia”, o PSDB atribui ao governo a ineficiência nas políticas para se antecipar à calamidade.


Em artigo publicado na edição desta sexta do “Página 20”, o jornalista Tião Maia –um dos assessores mais próximos do governador Tião Viana – chamou Bocalom de “urubu” por, nas palavras dele, aproveitar-se da situação dos atingidos pela cheia para atacar o Palácio Rio Branco.
Por sua vez os tucanos fizeram pouco caso e continuam agendas de visitas aos desabrigados e aos bairros afetados. Esta não é a primeira vez que um transbordamento do rio Acre fica na linha de fogo entre governo e oposição. Mas em 2012, diante de uma disputa que caminha para ser a mais acirrada da década, os nervos estão à flor da pele e qualquer declaração passa a ser o início de novo confronto.


Os tucanos acusam o governo em dois pontos: não estavam prontos para socorrer as famílias e o poder público não executou as políticas para amenizar os impactos, como desapropriar as áreas de risco e a construção de casas populares. Já os petistas rebatem apontando as dificuldades do controle destas regiões por questão cultural.
Governistas de plantão apresentam dados referentes à moradia popular destinada aos rio-branquenses em áreas alagadiças. Mas, um mês depois da retirada, dizem, as mesmas áreas voltam a ser ocupadas, criando um ciclo e “indústria da ocupação ilegal”. Sem o controle, governo e prefeitura passam a ser atacados pela oposição.


Pelas redes sociais uma onda se formou entre petistas e tucanos com sátiras sobre o comportamento dos líderes. Uma das montagens mais espalhadas mostra o governador Tião Viana em um barco visitando os bairros debaixo d’água. Já Wherles Rocha, líder do PSDB na Aleac, observa a alagação de longe, sem colocar os pés na lama. Para contrapor, internautas do lado oposicionista começam a formar corrente pedindo o cancelamento do Carnaval.

Última atualização em Seg, 20 de Fevereiro de 2012 15:44