Partidos da base do governo serão adversários nas capitais
- Ter, 21 de Fevereiro de 2012
- Com informacoes do Vermelho
Além do PT, PCdoB, PMDB, PDT, PSB, PP e PTB deverão se enfrentar em cerca de 17 capitais — com a possibilidade de em algumas delas a disputa envolver duas ou mais legendas.
O maior aliado do PT em âmbito nacional, o PMDB deve disputar em 21 capitais. É a legenda com o maior número de pré-candidatos, ficando na frente, inclusive, do PT, que trabalha com a possibilidade de lançar 18 nomes.
No Acre onde o PMDB, integra a Base de Oposição àdministração petista, o nome do ex-comunista e ex-petista Fernando Melo desponta como pré-candidato peemedebista à prefeitura da capital.
O PCdoB, mantém a pré-candidatura da deputada federal Perpétua Almeida na disputa pela prefeitura de Rio Branco, por força de uma resolução aprovada em dezembro do ano passado, quando a executiva nacional reafirmou a necessidade de impulsionar e sustentar as pré-candidaturas do Partido às Prefeituras em 2012.
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, entende que o Partido tem condições de disputar as eleições majoritárias em 10 capitais. Segundo o dirigente nacional, as candidaturas integram um importante processo de acumulação de forças do Partido.
“O PCdoB tem que ficar mais conhecido da população e para isso tem que ter candidatos majoritários. O momento da acumulação de forças, no nível em que o Partido se encontra, são as eleições majoritárias”, afirmou.
Para os comunistas, a orientação do Comitê Central sobre o maior protagonismo do Partido nas eleições majoritárias não significa, em momento algum, o rompimento de importantes alianças nacionais — fundamentais para o êxito do governo Dilma e para as conquistas políticas do povo brasileiro nos últimos anos.
O documento aprovado pela direção nacional partidária ressalta — além da participação das eleições em capitais e cidades de porte médio — a busca por alianças amplas; o apoio das candidaturas majoritárias dos partidos da base aliada; o fortalecimento de chapas próprias às câmaras municipais ou a viabilização de coligações proporcionais que favoreçam a eleição dos candidatos comunistas.
A definição oficial das candidaturas será em junho, com as convenções partidárias.
Na última reunião com os dirigentes dos partidos, Dilma disse que nem ela nem o vice Michel Temer (PMDB) iriam se envolver nas campanhas. A orientação é que ministros, o vice e a própria presidente não apoiem um candidato em capitais com conflito na base.
Para o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a falta de acordo não é prejudicial. “É legítimo que na eleição municipal cada partido lance seu candidato, ainda mais em cidades com possibilidade de segundo turno. Isso em nada afetará a base da presidente Dilma, até porque o PT fará uma campanha sem ataques pessoais”, afirmou.
Última atualização em Ter, 21 de Fevereiro de 2012 12:00

