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Mulheres de presos prometem mais manifestações

Trânsito na Getúlio Vargas parou por causa do protesto

A Polícia Militar reforçou a segurança em frente aos prédios da Cidade da Justiça onde ficam os fóruns criminais, a Secretaria de Segurança tinha a informação de que mulheres de presos tentariam invadir a área para fazer manifestos.

Elas foram para a sede do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária). Um grupo pequeno foi suficiente para fechar a Avenida Getúlio Vargas, umas das principais da cidade. Com cartazes, as mulheres levavam as principais reivindicações dos presos que querem: televisores e rádios nas celas; médicos; remédios e visitas íntimas para os presos na segurança máxima e RDD.

Em poucos minutos, o trânsito ficou caótico. Formou-se uma fila de ônibus. Muitos usuários desceram e foram a pé para casa, como o aposentado Jaime Alves, de 83 anos, que estava revoltado. “Elas têm que ficar na frente da Câmara, Assembleia. O que nos temos com isso? Se estão presos é porque mataram e roubaram”, reclamou.

Quem ficou nos ônibus esperando o movimento acabar começou a passar mal com a temperatura. Uma mulher tentou furar o bloqueio com uma moto e foi agredida. A mulher espancada quis revidar, mas, teve que desistir. Estava sozinha contra o grupo. Só depois da agressão é que os policiais que estavam numa viatura foram até o local para evitar mais brigas.

A RBTrans fechou a quadra onde acontecia o movimento e retirou todos os veículos. Uma cena improvável: a principal avenida da Capital sem movimento no horário de pico. A manifestação só acabou quando a direção do Iapen convidou um grupo para uma reunião.

O diretor presidente do Iapen, Aberson Carvalho, informou que os presos estavam fazendo greve de fome e forçando as mulheres a fazer o movimento em represália às mudanças nos complexos.

Os presos líderes de facções estão sendo isolados nos sistemas de segurança máxima e RDD. “Não vamos recuar diante de ameaças de organizações criminosas, estamos seguindo a lei”, garantiu.

Quanto às reivindicações, o diretor explicou que a unidade de saúde instalada no presídio de Rio Branco conta com três médicos. “Só no ano passado, foram 700 atendimentos. Quanto às visitas, a direção acabou com a ‘visitação das amigas’, que toda semana tinham acesso às unidades. Agora, é uma vez por mês”, explicou.

As visitas íntimas dessa quarta-feira estão suspensas enquanto durar a greve de fome. As mulheres prometem fazer um grande manifesto em frente à entrada do presídio. 

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