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Operação Hefesto: PF não informa prejuízo aos cofres públicos

Presidente da Aleac apoia investigação em nota

A operação da Policia Federal prendeu 7 pessoas em Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. Uma delas é a proprietária da VT produções, Charlene Lima, que mantém contratos que chegam a R$ 17 milhões com a Assembleia legislativa. Foram presos ainda, funcionários da empresa. A PF não informou quanto foi o prejuízo aos cofres públicos

Segundo a Polícia Federal, Charlene, que é candidata à deputada federal, chefiava um esquema de desvio de recursos públicos.

A fraude foi descoberta depois que um funcionário da VT Produções entrou com uma reclamação trabalhista. Ao falar detalhes do esquema de corrupção, o juiz do trabalho pediu que ofícios fossem enviados à Polícia Federal para uma investigação.

Sabendo disso, funcionárias da VT Produções tentaram subornar servidores da Justiça do Trabalho para evitar que a denúncia chegasse até aos órgãos fiscalizadores.

O delegado Victor Negraes, que está conduzindo o inquérito, informou que nenhum deputado estadual está sendo investigado no esquema da VT Produções e que a Assembleia Legislativa era vítima do grupo.

“Não estamos investigando nenhum agente público, mas as investigações ainda estão no início. Vamos chegar a mais informações no decorrer dos trabalhos”, disse.

Os nomes dos outros presos não foram divulgados e nem detalhes de como o dinheiro era desviado. Vários funcionários da Assembleia e pessoas que firmaram contratos com a VT estão sendo ouvidos pela Polícia Federal que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, principalmente de documentos computadores e celulares.

NOTA OFICIAL

Recebi com surpresa, através do Ofício GABJU/22º Vara n 347, assinado pelo meritíssimo juiz federal Herley da Luz Brasil, a informação da deflagração de operação da Polícia Federal para apurar possíveis ilícitos praticados por empresa que presta serviços para a Assembleia Legislativa.

Tranquiliza-nos saber, conforma expressamente consignado no ofício e nas manifestações da superintendência da Polícia Federal, que não foi constatado nenhum envolvimento de qualquer dos deputados que compõem esta Casa, fato que só corrobora minha certeza quanto à honra e seriedade com que se portam todos os deputados estaduais que servem nosso povo nesta legislatura, homens e mulheres que honram o parlamento acriano.

Situações desta natureza nos entristecem e só reafirmam nossa certeza quanto à necessidade de contínuo desenvolvimento e implementação de ferramentas de aperfeiçoamento da gestão pública. Além disso, operações desta natureza demonstram a importância da atuação série e isenta dos órgãos de controle, especialmente da Polícia Federal, conduta fundamental para o amadurecimento de uma genuína República.

Não posso fazer julgamentos precipitados. É preciso respeitar o direito das pessoas que, lamentavelmente, se veem envolvidas nesta situação de apresentar os esclarecimentos pertinentes. Entretanto, diante da nossa posição intransigente da defesa do erário público e da ética, bem como da notícia, de que a Aleac pode ter sido vítima da ação de terceiros, convoquei reunião com os parlamentares para compartilhar as informações até aqui existentes e informa-los, como informo a toda a sociedade, através desta nota, que encaminharei ofício, ainda nesta data, para o M.M juízo que conduz as investigações pedindo todas as informações sobre o caso e determinarei a Procuradoria Jurídica da Assembleia Legislativa do Acre que oriente a Mesa Diretora quanto a todas as providências que devem ser adotadas para as devidas apurações de âmbito interno.

Ney Amorim

Presidente da Assembleia Legislativa do Acre

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