Quinta-Feira, 24 de Outubro de 2019
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Polícia

PF e MPF apresentam balanço de Operação Ojuara

Mais de 18 mil hectares desmatados

Durante coletiva concedida à imprensa foi apresentado um balanço parcial da Operação Ojuara, iniciada na manhã desta quarta-feira (8). A operação conjunta, da Polícia Federal e Força-Tarefa Amazônia do Ministério Público Federal (MPF), tem por objetivo desarticular um grupo criminoso investigado pela prática de diversas fraudes e atos de corrupção relacionados a processos de fiscalização ambiental contra desmatamentos e grilagem de terras realizadas em municípios do interior do Amazonas. 

Nessa, que seria a primeira fase da operação, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, oito mandados de prisão temporária e 36 mandados de busca e apreensão. Parte dos investigados teve ainda o sequestro de bens e valores decretado pela Justiça. As medidas estão sendo cumpridas pela Polícia Federal em cidades do Amazonas e em Rio Branco. “As investigações identificaram uma organização criminosa que atua basicamente em núcleos. O núcleo dos desmatadores praticavam os crimes ambientais, em relação aos servidores do Ibama que estão vinculados ao núcleo de fiscalização, eles atuavam de uma forma a beneficiar os desmatadores e não responsabilizá-los por desmatamentos cometidos na Floresta Amazônica” explicou o delegado da Polícia Federal, Victor Negraes.

As investigações já duram cerca de 2 anos e foi levantando que grupos criminosos atuavam dentro do Ibama do Acre com o auxilio de servidores públicos, dentre eles, 5 funcionários do Ibama e 4 policiais militares do município de Boca do Acre (AM). “Os policiais militares desempenhavam uma função de proteger e dar retaguarda para esse desmatamento. Eles usavam viaturas da polícia, farda da polícia para garantir a execução do crime”, disse o procurador da república do estado do amazonas, Rafael Rocha.

O único nome divulgado foi o do ex-superintendente do Ibama no Acre, Carlos Gadelha, que segue o mandado de prisão em aberto.

Ainda segundo a investigação, nesse período os grupos criminosos desmataram mais de 18 mil hectares, o equivalente 18 mil campos de futebol. “Todo o esforço da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, dos órgãos de investigação é no sentido de reunir elementos que permitam a responsabilização na área penal dessas pessoas responsáveis por produzirem um dano ambiental inestimável,” concluiu a superintendente da Polícia Federal do Acre, Diana Calazans.

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