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Possível saída de tucanos da comissão enterra CPI

Vereador Gadelha e Costa, do Sinttpac: SOS CPI

Para a oposição, a prisão do vereador José Carlos Juruna (PSL), na tarde de quarta-feira, parecia um ponto positivo para a CPI dos Transportes. Mas, nem deu tempo de comemorar: o vereador Célio Gadelha (PSDB), que assinou o pedido de criação da comissão, ameaçou retirar o nome.

Uma conversa flagrada por nossa equipe entre o vereador tucano e o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores, Marco Costa, pode ser o fator de mudança do vereador.

Célio quer analisar se a CPI trará prejuízos aos trabalhadores. “Eu estou colhendo provas e analisando. Por enquanto, quero esperar para decidir se mantenho meu nome”, revelou.

O partido de “Juruna”, o PSL, já tinha lhe indicado para ser membro da comissão que vai investigar os contratos entre a prefeitura e as empresas do transporte coletivo. Colocar “Juruna” foi uma forma de tirar do caminho Emerson Jarude, outro vereador do PSL, interessado na investigação.

Agora sem “Juruna”, que pode ter inclusive o mandato cassado pela Câmara, só restou Jarude. Na coligação do PSL, o primeiro suplente é Afonso Vasconcelos do PMDB.

O PSDB tem dois vereadores na Câmara de Rio Branco: Clézio Moreira assinou, mas não tem convicção. Inclusive, pediu mais tempo para a escolha dos membros.

O autor da proposta de criação da CPI, o vereador Roberto Duarte, acredita que a comissão foi instalada e ninguém pode retirar o nome. “Nos entendemos que ao colocar os nomes, a comissão está instaurada e não tem mais volta. Basta agora escolher os nomes que acontece na próxima quinta-feira”, alertou.

Para a base do prefeito, a saída dos vereadores do PSDB é o fim da CPI.

 

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