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Sessões solenes tornam Câmara ainda menos produtiva

“Não adianta votar pela sessão e depois reclamar”

Cansado de tantas críticas, um grupo de vereadores de Rio Branco decidiu não assinar mais os requerimentos de sessões solenes na Câmara da Capital. São tantos convidados que os parlamentares nem usam mais o tempo integral no pequeno e grande expedientes, e isso ajuda os vereadores que não gostam de trabalhar. Muitos deles sequer apresentaram projeto de lei esse ano, ou, ao menos, usaram a tribuna.

Este ano já aconteceram 90 sessões ordinárias e, em 70% delas, sempre tiveram convidados. Com isso, os vereadores não precisam trabalhar.

Na Câmara de Rio Branco, toda semana é assim: são três sessões, e, em pelo menos duas delas sempre tem algum órgão, entidade ou profissional convidado para falar durante a sessão ou parte dela.

Com isso, os trabalhos ficam parados. As últimas discussões dos vereadores foram antes do recesso quando havia uma CPI do Transporte Coletivo. Depois, com tantas sessões solenes, falta espaço até para a oposição apresentar denúncias.

O presidente da Mesa Diretora, Manuel Marcos, se defende. Segundo o vereador, as sessões solenes só acontecem porque os vereadores assinam os requerimentos. “Então todos são culpados pela falta das sessões ordinárias. Não adianta assinar, aprovar a sessão solene e ficar reclamando. É uma ferramenta do vereador. Ele pode decidir por não ter mais convidados. É só todos deixarem de aprovar os requerimentos dos pares”, alertou.

Nessa terça-feira, o cenário foi o mesmo desde fevereiro quando começaram os serviços no Legislativo: tivemos mais uma sessão solene. Desta vez, para comemorar o Dia do Médico, que, na verdade, é na quarta-feira. A Câmara convidou vários profissionais para uma sessão solene que durou mais de duas horas.

Hoje não houve apresentações de projetos, requerimentos e nenhum vereador pode usar a tribuna para discutir a real situação dos moradores de Rio Branco.

A Câmara da Capital se divide em dois blocos: de um lado a oposição com três vereadores de oposição definidos e dois que não mostram qualquer vontade de levantar essa bandeira. O restante faz parte da bancada de apoio ao prefeito, aprova e barra o que quer, trabalham mais para garantir os programas da prefeitura.

O que menos a Câmara de Rio Branco parece é a imagem de que vai ajudar população.

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