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Governo quer mais rigor na fiscalização às hidrelétricas

Caso hidrelétricas façam regulação, situação estabiliza

Com base em estudos climatológicos, vistoria in loco e monitoramento das hidrelétricas, governo do Acre acredita que não haverá isolamento terrestre, devido à cheia do Rio Madeira. Em coletiva de imprensa na tarde de sexta-feira, a vice-governadora Nazaré Lambert falou sobre as providências que o Estado está tomando no monitoramento da situação.

Em março de 2014, a BR-364 foi inundada pelas águas do Rio Madeira e teve que ser interditada. Em um dos pontos do trecho mais complicados de 25 quilômetros, a lâmina de água sobre o asfalto chegou a 1,60 metro.
Segundo vistoria feita pela Defesa Civil Estadual, na semana passada, nessa mesma região, a margem do rio estava há 80 centímetros da BR.

"A gente percebeu que a usina de Jirau está regulando o nível do rio. A lâmina d'água sobe e desce. Eles não deixam transbordar na BR. Esse é um trabalho que, segundo eles, vem sendo feito desde 2015 e vão continuar fazendo esse ano. Nossa preocupação é o grande volume de chuvas nas cabeceiras e por algum motivo a usina deixar de fazer a regulação, mas ela fazendo isso não haverá problema de inundação na BR-364", disse o coordenador da Defesa Civil estadual, Coronel Carlos Batista.

Esse foi o tom da coletiva de imprensa cedida pelo governo do Estado no final da tarde da última sexta-feira: tranquilizar a população.

A vice-governadora Nazareth Lambert afirmou que um documento assinado por ela e pelo governador de Rondônia, Confúcio Moura, foi encaminhado à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pedindo acompanhamento rígido das ações das usinas. O objetivo do pedido é que seja garantido o controle da vazão da água para que a estrada não fique inundada novamente.

"Isso é uma coisa que vamos acompanhar também pela instalação de uma sala de crise que deve ser instalada na próxima quinta-feira. Já solicitamos isso à parte técnica da ANA, já foi considerado, já tem uma pessoa responsável dentro da Casa Civil e vamos levar as considerações do Acre, de Rondônia, com todos os órgãos técnicos que fazem esse acompanhamento", ressaltou.

Por outro lado, o governo se ampara em estudos climatológicos para acreditar que não haverá isolamento terrestre. "Nós não temos chuva que justifique o isolamento do Acre novamente. Isso só acontecerá se não houver uma regulação do funcionamento das usinas, especialmente do Jirau. Na verdade, daquilo que depende de condições climáticas nós não temos nenhum fenômeno que possa trazer a chuva que ocorreu em 2014, repentinamente isolar o Estado por questões naturais", afirmou a diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre, Vera Reis.

Depasa reforça atenção ao monitoramento dos equipamentos de captação com aumento constante do nível do Rio Acre. Nossa equipe foi até a ETA II para trazer informações inclusive sobre a influência do nível do manancial no trabalho de captação e tratamento de água.

Na Estação de Tratamento ETA II, o Depasa controla cinco bombas em três balsas flutuantes que atuam na produção de 950 litros por segundo e que levam água tratada ao final, para 60% dos consumidores de Rio Branco. Nesse período onde o nível do Rio Acre se eleva, a atenção é redobrada, ou melhor, em caráter de plantão, como explica o superintendente Miguel Félix.

"Caracteristicamente nesse período do ano a sujeira, a medida que a água vai subindo, vai arrastando o que está as margens dos rios e na nossa linguagem amazônica, os balseiros. Como nossos equipamentos estão flutuando podem encostar nos nossos equipamentos mas a gente faz o monitoramento diariamente 24 horas por dia", explica.

É também nesse período que o rio fica com alta turbidez, ou seja, com aparência "barrenta".

"Isso cria um grau de dificuldade considerável para o tratamento. A gente precisa elevar a quantidade de produto químico. Às vezes dependendo da elevação da turbidez até diminuir um pouco o nosso volume de captação, mas nada que não tenhamos 100% do controle disso pra poder ter o volume necessário pra abastecer a cidade", conclui Félix.

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