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Pós-Hefesto: clima de desânimo na Assembleia Legislativa

Apenas um deputado apareceu para sessão desta quarta

A prisão de dois diretores da Assembleia Legislativa na tarde de terça-feira (18) esvaziou a sessão solene marcada para essa quarta-feira. Apenas um deputado apareceu na casa. Nos gabinetes, corredores vazios, o da presidência da Mesa Diretora estava com a porta trancada. Até mesmo a secretária do deputado Ney Amorim, presidente da Casa, não apareceu.

Entre os servidores, nota-se muito medo e silêncio. Nessa terça-feira, a Polícia Federal prendeu o diretor geral Adalcimar Nunes e o diretor financeiro Francisco Auricélio. Eles são acusados de destruir provas. A PF descobriu que a dupla retirou papeis da casa assim que souberam da Operação Hefesto. A polícia descobriu através das câmeras de segurança da Assembleia que os dois retiraram documentos da área financeira.

Os agentes acreditam que eles querem impedir que provas incriminassem funcionários e deputados que estariam envolvidos no esquema de desvio de recursos em contratos de publicidade. Na semana passada, 7 pessoas ligadas à empresa VT publicidade foram presas. Dessas, 4 conseguiram a liberdade, mas três ainda estão no presídio Francisco de Oliveira Conde, entre os presos está a empresária Charlene Lima, proprietária da VT.

Nessa quarta-feira, a Mesa Diretora da Assembleia suspendeu o contrato com a VT Publicidade, uma forma de atenuar a pressão. A VT Publicidade foi contratada para cuidar da mídia dos atos da Assembleia Legislativa, um contrato milionário de R$ 17 milhões.

A Polícia Federal informou que chegou a várias notas fiscais frias e superfaturadas usadas para desviar recursos. No primeiro momento, se descartava a participação de deputados, principalmente da Mesa Diretora. Discurso que mudou a partir dessa sexta-feira quando agentes apreenderam computadores e documentos na Assembleia.

As fraudes nas licitações podem afetar também outros ex-presidentes da Mesa Diretora como o senador Sérgio Petecão, Edvaldo Magalhães e Elson Santiago, todos candidatos. Os dois servidores presos foram ouvidos e os depoimentos podem desencadear novas etapas da operação e apontar quem se beneficiava com o dinheiro do Legislativo.

Uma das pessoas presas na Operação Hefesto, além de ligação com a VT Publicidade, também era funcionária da Câmara de Vereadores de Rio Branco. A Polícia Federal pode estender ainda mais a investigação.

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