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Decisão do Senado não afasta fantasma de reajuste

Jucá já tinha alertado para possibilidade de aumento

Os acrianos e os rondonienses iniciaram a semana com uma notícia nada agradável: o possível aumento da tarifa de energia, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), assim que o contrato de venda da Eletroacre e das Centrais Energéticas de Rondônia (Ceron) fosse assinado entre a Energisa (empresa vencedora do leilão) e o Governo Federal.

"Já tínhamos alertado para esse reajuste, caso o fornecimento de energia no Estado fosse entregue à iniciativa privada. Se eles conseguiram dois aumentos antes mesmo de assinar o contrato, imagine quando a privatização for oficializada", questiona Marcelo Jucá, presidente do Sindicato dos Urbanitários do Acre.

Mas a novela envolvendo a Empresa de Eletricidade do Acre ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, quando o Senado rejeitou a privatização das seis empresas energéticas do Norte e Nordeste, controladas pela Eletrobras, e que estão no pacote de concessão do Governo Federal.

O placar no plenário foi de 34 senadores contrários e 18 favoráveis à venda das distribuidoras, além de uma abstenção. Dos três senadores acrianos, Petecão e Jorge Viana votaram contra, enquanto Gladson Cameli votou a favor.

De acordo com Jucá, a transição de público para privado tem causado outro tipo de problema nos corredores do órgão: ameaças a funcionários. "O pior de tudo é que a Energisa fica ameaçando tanto funcionários efetivos como os prestadores de serviço sobre a manutenção de seus empregos. A Eletrobras sabe disso. Já levamos o caso até o Ministério do Trabalho", afirma.

No site da Energisa, nenhum posicionamento foi divulgado sobre a decisão do Senado.

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