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Operação Sangue Amargo expõe descontrole na fronteira

Trânsito de gado não tem fiscalização eficaz

A operação Sangue Amargo, deflagrada pela Polícia Federal e que combate o comércio de carne clandestina, expôs as falhas na fiscalização do trânsito de animais na fronteira entre Acre e Bolívia.

Dois vereadores de Plácido de Castro foram presos. O vereador Denys, do PP, é proprietário de casas de carne na cidade e na Capital. O vereador Klaczik, do PT, é servidor do Idaf (Instituto de Defesa Animal e Florestal do Acre), órgão que cuida da saúde sanitária do plantel acriano e responsável pela emissão das Guias de Transporte de Animal (GTA).

Na cidade de Plácido de Castro, dois vereadores foram presos na operação, envolvidos na venda da carne para as escolas públicas do município. Os animais entram em Plácido de Castro (cidade acriana que faz fronteira com Bolívia tendo como divisor o Rio Abunã) por meio dos ramais. Os traficantes de carne usam caminhões e até embarcações para transportar o gado.

Os animais eram registrados em nomes de brasileiros com propriedades rurais legalmente estabelecidas. As Guias de Transporte de Animais eram formalizadas e expedidas a autorização do trânsito para o abate.

“É uma pratica antiga aqui e em outras regiões de fronteira”, diz uma fonte, moradora da cidade de Plácido de Castro. Na cidade, os produtores asseguram que a denúncia que resultou na operação da PF partiu de bolivianos.

O diretor-presidente do Idaf, Ronaldo Queiroz, disse que precisa de mais dados sobre a operação para se pronunciar sobre o problema.

Idaf divulga nota

No fim da tarde desta terça-feira, o diretor presidente do Instituto de Defesa Animal e Florestal do Acre, Ronaldo Queiroz, se declarou favorável à operação "Sangue Amargo", da Polícia Federal. Disse também que a respeito do envolvimento de um servidor do Idaf envolvido no esquema de venda de carne clandestina, Queiroz disse que só se pronunciará após decisão da Justiça.

NOTA IDAF

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) manifesta total apoio à operação “Sangue Amargo” realizada pela Polícia Federal com foco no combate à comercialização ilegal de carne e está à disposição para colaborar com quaisquer informações. Sobre o servidor desta instituição apontado pelas investigações como envolvido no caso, o Idaf não fará qualquer juízo de valor e aguardará a manifestação do mesmo no foro adequado. E, consequentemente, a decisão da Justiça.

Ronaldo Queiroz

Diretor-presidente do Idaf

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