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No Acre, quase 400 mil pessoas vivem com meio salário

IBGE: 142 mil acrianos vivem na extrema pobreza

Pesquisa do IBGE aponta que quase a metade da população do Acre vive com a renda mensal de até meio salário mínimo. São quase 400 mil pessoas que têm apenas o básico para comer, um número que vem se mantendo desde 2016 e que mostra que as políticas públicas não melhoraram a vida as pessoas.

Ainda tem um quadro mais perturbador na pesquisa: o IBGE levantou que 142 mil moradores do Acre vivem na extrema pobreza. Aa renda dessas pessoas não ultrapassa os 140 reais por mês.

São pessoas como o Carlos Alberto Gomes, morador do bairro Bahia Nova. Ele sustenta a família com bicos que faz pela rua. Não consegue encontrar um emprego. Com o trabalho consegue fazer até R$ 150 por semana.

“Toda a renda do mês dá apenas para comprar a comida de casa”, declarou Carlos, enquanto empurrava um carrinho onde faz entregas. “Não sobra dinheiro para nada. Aliás, o que ganho mal dá para comprar a comida de casa”, disse.

Pegamos R$ 140, que é a média do valor de quem vive na extrema pobreza, e fomos a um supermercado. Compramos apenas 5 Kg de arroz, 2 Kg de feijão, 1 Kg de farinha, 1 Kg sal, ovos, 4 Kg de carne (a com menor preço era canela bovina), alguns itens de limpeza e higiene.

O dinheiro sumiu rapidamente. O carrinho do supermercado parecia vazio. Chegamos à conclusão que uma família com 4 membros, alguém vai ter que ajudar a levar alimento para essas pessoas.

Esses números explicam porque a violência é tão alta no Estado.

Os dados do IBGE mostram que, na Capital, os indicadores sociais apontam o crescimento da miséria. Em 2016, essa situação alcançava 32,8% dos moradores. Agora, aumentou 1%. Parece pouco, mas representa 3,5 mil pessoas que ficaram mais pobres.

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