Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019
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Política

Médica diz que existe relação entre a vacina do HPV e reações

Deputados querem que providências devem ser tomadas

Parlamentares, pais e a médica, Maria Emília Gadelha Serra se reuniram na manhã desta terça-feira (22) com a comissão de saúde da Assembleia Legislativa (Aleac) para tratar sobre as sequelas ocasionadas pela vacina contra o HPV.

Tudo começou quando algumas jovens começaram a apresentar reações e abalos musculares após tomarem a vacina conta o HPV.

O encontro foi realizado para que a médica e pesquisadora de São Paulo, que acompanha alguns casos e realizou estudos sobre a vacina, apontasse o que ela identificou nos últimos anos.

“Fragmentos do DNA do vírus do HPV que estão presentes na vacina se ligam ao alumínio, que é um dos estabilizantes da vacina, criando uma terceira substância, que essa sim vai desencadear uma série de reações de alta imunidade gerando os danos, então, esse é o principal ponto crítico, além do fato da composição da vacina em si, vários outros estudos estão demonstrando que pode acontecer, ao invés do que seria esperado, uma redução da incidência do câncer de colo de útero, um aumento dessa patologia”, disse a médica.

A apresentação com os resultados de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo reforça o que muitas pessoas já suspeitavam. Existe, sim, uma relação direta entre vacina do HPV e as reações apresentadas em muitas meninas.

Um dos pontos apresentados pela médica faz uma ligação entre as reações das pacientes com o ambiente em que elas vivem. A relação da vacina com uma contaminação ambiental é um fato novo que também foi apresentado pela médica.

“Provavelmente tem um componente ambiental que predispõe que aquela criança, a menina a partir dos nove anos e os meninos a partir dos 11, quando vacinados tenham uma chance maior de desenvolver os efeitos colaterais, então, nesse caso, até que prove o contrário, que deve ser objeto de mais observação um componente da contaminação ambiental”, falou Maria Emília.

Muitos outros pontos foram citados, entre eles, a relação do aumento de casos de câncer no colo de útero em países que aplicam a vacina e o fato dos anticorpos da vacina durarem até 14 anos dentro do organismo. A médica também questionou a obrigatoriedade da vacina no calendário de vacinação brasileiro.

“Existe um princípio no direito e na medicina chamado princípio da precaução, esse princípio diz que uma vez que você não tenha certeza de que determinada ação, medicamento, procedimento seja benéfico para aquele indivíduo que está sendo tratado, deve ser suspenso, então, eu encaminhei um e-mail com cópias para as principais sociedades relacionadas a imunização no Brasil, ao Conselho Federal de Medicina e a todas as instituições solicitando a imediata suspensão baseado no princípio da precaução porque não existem evidências nem quanto a segurança, nem quanto a eficácia dessa vacina que justifique que ela permaneça no calendário vacinal brasileiro dessa forma”, explicou a médica.

Os deputados que compõem a comissão de saúde da Aleac participaram da apresentação. Jenilson Leite, que além de parlamentar também é médico, apontou providências que a casa precisa tomar de forma emergencial com base nesse relatório apresentado pela especialista.

“Nós estamos fazendo um requerimento pedindo médicos e cientistas da USP que acompanham essas meninas possam vir até o Acre para trazer também essa opinião diagnóstica, o parlamento é isso, nós temos que sempre ouvir os dois lados para não achar que uma verdade é absoluta”, declarou o deputado.

O representante do Conselho Regional de Medicina do Acre, o médico Virgílio Prado, também entende que, com base nessas informações apresentadas pela média da USP, é preciso que providências mais enérgicas sejam tomadas. “Esperamos ansiosamente os resultados dessa pesquisa feita na USP para tentar avaliar qual a real situação de tudo isso que está acontecendo”, relatou.

Pais e mães de meninos e meninas que sofrem com as manifestações neurológicas e outras sequelas da vacina sabem que ainda existem muitas barreiras e desafios pela frente que precisam ser vencidos, mas se sentem um pouco mais confortáveis ao saberem que, agora, a medicina já aponta que, pode sim, existir uma relação que justifique todo o sofrimento pelo qual elas tem passado.

“Para nós foi um achado, um presente de Deus, algo que foi divinamente mandado por Deus, porque nós não sabíamos mais onde procurar uma prova para justificar tamanho sofrimento que nossos filhos estão passando”, conclui a dona de casa, Edilene dos Santos.

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