Sábado, 24 de Outubro de 2020
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Curso capacita bombeiros no manejo de répteis

Das 85 espécies da região, apenas 12 são peçonhentas

Militares de três batalhões do Corpo de Bombeiros participam de curso sobre captura, manejo e contenção de aves, répteis e mamíferos. Na aula prática, um professor da Ufac explicou detalhes de como lidar com os animais de forma segura.
A capacitação é inédita porque, até então, os militares mais novos aprendiam através da experiência repassada por bombeiros mais antigos na corporação.

A iniciativa do curso partiu do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. Participam 50 militares do Corpo de Bombeiros, que prestam serviço em três batalhões. Eles aprendem sobre captura, manejo e contenção de aves, répteis e mamíferos. Além disso, são ensinados os protocolos de atendimento a possíveis vítimas.

"A gente tomou essa iniciativa por que era um trabalho que o bombeiro fazia anteriormente de captura, contenção e manejo desses animais até que esse animal seja entregue no Centro de triagem de animais do Ibama. Então a gente sentia que era importante capacitar essas pessoas cada vez mais pra que tivesse a integridade física do bombeiro no momento da captura mas também do animal da melhor maneira possível, inclusive no transporte até ser entregue no Cetas", comentou a chefe do Cetas, Elaine Oliveira.

Depois de seis horas de teoria, os alunos passaram para a aula prática, onde o professor da Ufac Moisés Barbosa repassou mais conhecimento.
O mestre trabalha há muitos anos com répteis e anfíbios e sabe como ninguém como são os aspectos fisiológicos dos animais. Durante a aula prática, ele passou um pouco dessa experiência.

Além da jibóia, participaram da demonstração, cobras venenosas como jararaca, papagaia e pico de jaca. No Acre, a Ufac catalogou 85 espécies de serpentes, sendo 12 peçonhentas.

O tempo foi curto para as inúmeras explicações, tanto que o sol se pôs e o professor estava lá, em aula. E chegou a vez do jacaré, que segundo ele também exige muita precaução.

"Como os jacarés são animais mais corpulentos, de maior força, é preciso ter as práticas corretas pra segurar esse animal, manter esse animal sem causar dano a ele, sem correr risco de acidentes", explica.

Primeiro, com ajuda de um voluntário, ele passa uma fita adesiva na boca do jacaré, em seguida, com uma corda, amarra as patas. E por fim, explica o que não fazer nessa situação.

“Esse curso traz ao bombeiro conhecimento, profissionalismo e a forma correta e adequada de manusear um animal silvestre. Ele é diferente de animais domésticos em vários fatores, com estresse, por exemplo, pode perder um animal desse, com tratamento inadequado pode lesioná-lo, deixar sequelas e até mesmo ocasionar a morte desse animal. Então, é de grande valia porque manteremos nosso serviço de maneira mais profissional e eficiente”, comentou o diretor de ensino do Corpo dos Bombeiros, Major James Clei.

Esta foi a primeira vez que o Ibama, o Ifac e outros parceiros se uniram para capacitar os militares dos bombeiros. Até então, os militares mais experientes repassavam conhecimento aos mais novos. A proposta é levar o curso para outras instituições que trabalham com a defesa da fauna.

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