Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
23 Janeiro 2020 Written by 

Armas sofisticadas por si não resolvem nada. Sem investimento em Inteligência, a ação ostensiva gasta energia e expõe a vida do próprio policial. Quanto esforço o governo de Gladson tem feito pela Polícia Civil?

PRESSÃO

A diplomacia da “Nota em favor do diálogo e da união por Rio Branco”, do Partido dos Trabalhadores, traz uma armadilha. É pressão travestida de equilíbrio. A nota é equilibrada em tentar atar todas as pontas das principais personagens da trama política da extinta Frente Popular (não esqueceram nem de massagear o ego do ex-governador Jorge Viana). Mas é um instrumento claro de pressão em cima da prefeita Socorro Neri.

FAZ PARTE

Não surpreendem as críticas feitas ao presidente Jair Bolsonaro e ao governador Gladson Cameli. Isso faz parte. É natural de um texto petista.

DIPLOMACIA

O cálculo diplomático estranho ao normalmente beligerante tom petista é o reconhecimento da legitimidade em Socorro Neri se candidatar à reeleição. O que, malandramente, o partido faz é chamar para o debate. E o “malandramente” aqui tem uma razão: o PT sabe que, caso a prefeita aceite esse debate, a possibilidade de que ela se dê mal é grande. Neri tem colocado o retorno de César Messias (presidente do diretório estadual), que está viajando, como um divisor de águas para a decisão sobre as eleições.

ORA, ORA...

Aí, alguns analistas destacam que os interesses do PT estão vinculados a cargos e à manutenção do poder. Ora, ora... jura? Mas é claro que o que está em jogo são cargos e poder. Qual é a dúvida? A retórica sobre “estar ao lado do povo” e as derivações disto fazem parte do rito. Acredita quem quiser. Qual partido não quer trabalhar pela manutenção do poder?

BRINQUEDOS

A presença do governador Gladson Cameli, do vice-governador Wherles Rocha, do comandante da PM do Acre, Ulysses Araújo, e de uma pequena corte da Segurança Pública na maior feira de armamentos do mundo, em Las Vegas, nos Estados Unidos é algo dispensável para as necessidades mais básicas do Acre. Os “brinquedos” sofisticados à venda não guardam relação com o que a rotina policial acriana precisa.

OUTRA DISCUSSÃO

Não se trata de criticar a busca dos gestores por melhorar as condições de trabalho dos policiais com armamentos bons. Todos querem uma polícia bem aparelhada. Mas a questão é outra. O debate é outro.

MODELOS

O que deveria estar sendo promovido pelo governo e pela sociedade civil organizada é o debate sobre modelos de Segurança Pública. Esse do policiamento ostensivo; que prende repetidamente; que lota prisões; que tem aumentado em 22% o envolvimento de policiais (estando ou não em serviço) em homicídios não tem melhorado a segurança efetiva da população. Esse é o modelo adequado?

CIVIL

E há outro detalhe: armas sofisticadas por si não resolvem nada. Sem investimento em Inteligência, a ação ostensiva gasta energia e expõe a vida do próprio policial. Quanto esforço o governo de Gladson tem feito pela Polícia Civil? A PM não pode investigar. Isso é uma prerrogativa, de acordo com o artigo 144 da Constituição, da Polícia Civil. E se existe um segmento da Segurança Pública que tem sido quase ignorado no Acre é a Polícia Civil.

INFRA

Há delegacias em regiões de alta criminalidade (como é o caso da Baixada da Sobral). Delegacias em obras que nunca acabam como a da 3ª Regional, na DEIC, na 4ª Regional, na 1ª Regional (Bosque). Até internet, quando os policiais civis precisam ter com o mínimo de rapidez, eles que pagam do próprio bolso.



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