Sexta-Feira, 23 de Abril de 2021
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PF deflagra operação de combate a crimes contra indígenas

Uma pessoa foi presa no município de Manoel Urbano

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Policial “Huni Kuin”, para combater a prática ilegal de retenção de cartões de benefícios sociais e previdenciários de indígenas da etnia Kulina e Kaxinawás das Aldeias da região do Alto Purus e prender o suspeito de graves ameaças contra aquele povo.

Os agentes cumpriram na cidade de Manoel Urbano, com apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai), quatro mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

Durante as investigações, que começaram em agosto de 2019, a Polícia Federal identificou três comerciantes na cidade de Manoel Urbano, suspeitos de retenção ilegal de cartões.

A finalidade da retenção é a obtenção de vantagens indevidas em prejuízo dos indígenas, mediante cobrança de valores exorbitantes por produtos fornecidos, além de monopólio sobre os valores que se tornavam inacessíveis a seus titulares.

Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, art. 171, § 3º, do Código Penal, extorsão, art. 158 do Código Penal, e apropriação indébita, art. 168 do Código Penal, com penas de até 10 anos e meio de reclusão. Além desses crimes, o homem que foi preso ainda responderá por extorsão, art. 158 do Código Penal, que pode ensejar reclusão de até mais dez anos.

A investigação conduzida pela Polícia Federal no Acre foi denominada de “Huni Kuin” – o termo significa “gente verdadeira” é a maior população indígena do Acre. Os Huni Kuin se estabeleceram principalmente ao longo do rio Purus, alto do Juruá e no Vale do Javari, que também são conhecidos como kaxinawás que é um dos povos indígenas mais explorados pelos comerciantes.

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