Domingo, 29 de Novembro de 2020
Você está aqui: Home Polícia Justiça conclui interrogatório do “Mensalinho da PM”

Polícia

Justiça conclui interrogatório do “Mensalinho da PM”

Justiça ouve envolvidos quatro anos após crime

Foi concluída nesta quarta-feira a fase de interrogatório do caso “Mensalinho da PM”. A Segunda Vara Criminal da Comarca de Rio Branco ouviu 97 policiais acusados de fazer parte de um esquema que desviou mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos.

No terceiro e último dia da fase interrogatória do processo, foram ouvidas cinco pessoas. Desde a última quinta-feira, policiais militares acusados de envolvimento no esquema conhecido como “Mensalinho da PM” estão sendo ouvidos na 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Segundo a denúncia do Ministério Público, um tenente coronel, dois sargentos, três cabos e um soldado encabeçaram uma rede de corrupção que durou entre janeiro de 2006 e julho de 2008.

Eles desviavam recursos da gratificação de atividades penitenciária, entregando o benefício indevidamente para cerca de 100 policiais militares. Cada um dos beneficiários, em contrapartida, era obrigado a devolver uma parte, que variava entre 20 e 50% do valor recebido.

Quatro membros do conselho militar acompanharam as audiências. Segundo um deles, Coronel Ulisses, o termo “Mensalinho” é pejorativo e o crime na verdade deve ser intitulado como peculato.

“Algumas pessoas que tinham o poder de inserir ou retirar o nome das pessoas que eram encaminhados para pagamento estão em outro processo, que também está em fase de conclusão. O que consta no processo essas pessoas foram as que mais usufruíram desse benefício, que no caso é ilegal”, comentou.

Segundo o coronel Ulisses, um acordo já foi estabelecido e os valores serão descontados mensalmente na folha de pagamento dos militares. “As pessoas que não faziam jus ao recebimento fizeram um acordo com a PGE e parcelaram dentro de uma porcentagem prevista em lei, a devolução”, explicou.

O esquema foi descoberto através de uma fiscalização no setor financeiro da PM. Foram desviados dos cofres públicos mais de R$ 1 milhão. Os policias envolvidos no processo teriam recebido a gratificação irregularmente porque eram beneficiados sem exercer atividades no serviço penitenciário.

Um dos PM’s disse em sua defesa no interrogatório que não tinha o costume de conferir o contra-cheque e, por isso, não percebeu que estava recebendo a gratificação indevidamente.

A fase de interrogatório foi concluída com cerca de 15 horas de duração. Do total de 100 acusados, foram ouvidos 97, por que três deles já faleceram. Dependendo do que a defesa e a acusação decidirem pode haver novas diligências, em seguida, será marcado o julgamento, que está previsto para acontecer ainda este ano.

agazeta logotipoAv. Antônio da Rocha Viana, 1.559
Vila Ivonete - Cep. 69.914-610
Rio Branco - Acre
Tel.: (68) 2106-3050
Fax: (68) 2106-3081



Fique Conectado